Projeto da Prefeitura de Valença promove ações educativas contra violência às mulheres

Foto: Divulgação
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O projeto Interredes, desenvolvido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres e Reparação (SEMPRE) da Prefeitura de Valença, completou um ano de atividades durante o Agosto Lilás. A iniciativa realiza ações educativas voltadas à prevenção da violência contra as mulheres e ao rompimento do ciclo da violência.

Ao longo do primeiro ano, 12 unidades da rede pública municipal participaram do projeto. As atividades são realizadas em parceria com a Secretaria de Educação, responsável pelo apoio no contato com diretores e coordenadores das escolas.

A proposta é contribuir para que as unidades de ensino promovam o diálogo sobre a violência contra as mulheres, tema que envolve estudantes, famílias, professores e toda a comunidade escolar.

A secretária da SEMPRE, Flordolina Andrade, destacou a importância da educação para a prevenção da violência. Segundo ela, além do atendimento às mulheres e da responsabilização dos agressores, é necessário ampliar as ações preventivas.

“Precisamos conversar com as famílias e trabalhar esse tema desde a infância. A educação é fundamental para formar pessoas que saibam reconhecer a violência, respeitar as mulheres e ajudar a romper esse ciclo”, afirmou.

A diretora de Enfrentamento à Violência da SEMPRE, Maria Helena Queiroz Cabral, explicou que as atividades do Interredes são construídas a partir do diálogo e adaptadas à idade e à realidade de cada grupo.

Entre os temas abordados nos encontros estão igualdade entre mulheres e homens, tipos de violência contra as mulheres, formas de proteção, serviços de atendimento e violência no ambiente digital.

“Os encontros têm despertado o interesse dos jovens e ajudado a conversar sobre situações que muitas vezes fazem parte do cotidiano. Com as crianças, também podemos perceber comportamentos e sinais que precisam de atenção”, destacou Maria Helena.

Ações chegam a outros espaços

Durante o Agosto Lilás, o projeto também ampliou as atividades para espaços além das escolas. Com apoio de agentes comunitários, foram realizadas rodas de diálogo em Unidades de Saúde da Família (USFs), Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), organizações sociais e espaços comunitários.

As atividades contaram com participação das mulheres e abordaram questões relacionadas aos direitos e ao enfrentamento da violência contra as mulheres e ao feminicídio.

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