O pré-candidato à Presidência da República, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), reafirmou neste domingo que, se eleito, manterá a vinculação das aposentadorias ao salário mínimo, defenderá a modernização das relações trabalhistas e apostará na geração de riqueza como estratégia para elevar a renda da população.
Na Bahia, Caiado tem fortalecido sua aproximação política com o ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto. O governador goiano já declarou apoio à candidatura de ACM Neto ao Governo da Bahia nas eleições de 2026, enquanto o líder baiano tem manifestado apoio à pré-candidatura de Caiado à Presidência da República, consolidando uma aliança política entre os dois nomes do partido.
Durante entrevista ao programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, Caiado foi questionado sobre temas de grande impacto popular, como aposentadorias, Bolsa Família e a escala de trabalho 6x1.
Ao abordar a aposentadoria, o governador foi categórico ao afirmar que não pretende alterar a regra atual.
“Primeiro lugar, não vou tirar essa prerrogativa do aposentado. Segue vinculado ao mínimo”, declarou.
Sobre as relações de trabalho, Caiado disse que o Brasil precisa avançar para modelos mais flexíveis, citando a proposta de remuneração por hora trabalhada. Segundo ele, a modalidade pode coexistir com o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
“A pessoa quiser CLT, fica no CLT. A pessoa quiser ir para a hora trabalhada, vai para a hora trabalhada. Você não precisa escolher um ou outro. Você deixa os dois”, afirmou.
Na avaliação do pré-candidato, a preferência das novas gerações está migrando para formatos mais flexíveis de contratação.
“O que vai crescer, o que o jovem quer hoje, não é ser CLT. O jovem quer hoje é a hora trabalhada. Essa é a grande verdade”, disse.
Ao defender sua proposta econômica, Caiado argumentou que o crescimento do país depende da exploração das potencialidades brasileiras, da inovação tecnológica e da qualificação profissional. Segundo ele, o Brasil possui vantagens competitivas que podem impulsionar o desenvolvimento sem aumento da carga tributária.
“O potencial de crescer o Brasil como ninguém. Eu tenho o melhor território, três safras por ano, tenho os minerais críticos que o mundo depende do Brasil”, afirmou.
O ex-governador também destacou a importância da educação e da capacitação profissional como instrumentos para ampliar oportunidades e distribuir riqueza.
“Você só eleva o padrão do país se você distribui renda, se você distribui riqueza. E como é que você distribui riqueza? Pelo conhecimento”, declarou.