A presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB) e da Fundação Baía Viva, Isabela Suarez, defendeu uma maior flexibilização nas leis trabalhistas e manifestou concordância com as declarações do governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União Brasil). Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (1º), durante o fórum "Diálogos que Transformam" no Bistrot Trapiche Adega, em Salvador, a dirigente empresarial criticou a condução da proposta que extingue a escala 6x1, classificando a tramitação do texto como um "ativo eleitoreiro".
Isabela Suarez endossou a visão de Caiado sobre a necessidade de priorizar os acordos firmados diretamente entre patrões e empregados, justificando que o modelo engessado da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) desconsidera as particularidades das diferentes regiões e setores econômicos do país.
"Eu concordo muito com a fala do candidato Caiado. Acho que a gente tem que evoluir para cada vez mais uma independência em relação às negociações coletivas, dada a heterogeneidade da economia brasileira. A economia brasileira não é só micro e pequeno, não é só indústria, não é só agronegócio, não é só comércio. Precisa haver uma composição entre as partes, porque é só aquele setor que sabe as suas dores e sabe exatamente onde implementar e solucionar da melhor forma, tanto para o trabalhador como para o empresário. Esse discurso do 'nós contra eles' não cabe. O empresário em nenhum momento se coloca contra nenhum tipo de reforma trabalhista. Agora, o empresário não pode absorver o que ele não pode pagar", argumentou a presidente da ACB.
A líder setorial voltou a alertar que os efeitos colaterais de legislações aprovadas sob apelo popular, mas sem sustentabilidade matemática, costumam se manifestar a médio prazo na forma de desinvestimento e desemprego estrutural, penalizando sobretudo os pequenos empreendimentos.
"Engana-se quem acha que isso é um assunto das grandes corporações. Muito pelo contrário, existe uma conta que será paga pelo micro e pelo pequeno empresário. O Brasil demonstra, no momento, não ter condição de absorver. O que o setor pediu era simplesmente uma desoneração e um prazo para a implementação, mas o que aconteceu foi o menosprezo total da voz da classe empresarial. Quando o Congresso Nacional perde a mão na legislação, o impacto não vem imediatamente no discurso; ele vem na falta de investimento, na falta de oportunidade, no desemprego e no fechamento de empresas", alertou.
Consolidação da AtlasIntel no cenário político baiano
Durante o evento, Isabela Suarez também celebrou a parceria com a AtlasIntel para a realização dos painéis de debate macroeconômico e político. Questionada sobre a consolidação do instituto liderado pelo CEO Andrei Roman — que ganhou forte tração no mercado local após cravar a virada e o resultado exato das eleições estaduais de 2022 —, a dirigente apontou que o uso de ferramentas digitais e o alto índice de assertividade internacional chancelam a autoridade técnica da empresa.
"O instituto chega consolidado, principalmente por sua metodologia, que será explicada hoje aqui durante o painel pelo CEO Andrei Roman, e também pela assertividade que o instituto tem promovido Brasil afora. Ele acertou as eleições na Hungria por frações de números, a mesma coisa em relação à perspectiva das eleições colombianas. Essa metodologia nova tem uma capilaridade, um alcance e a possibilidade de atingir todos aqueles que antes não podiam participar de pesquisas. "Agradeço a generosidade do Andrei de reservar um tempo em sua agenda atribulada com milhares de eleições pelo mundo para trazer esse cenário detalhado para a Associação Comercial e para o nosso contexto estadual", concluiu Isabela Suarez.