Pré-candidato a vice-governador na chapa de ACM Neto (União Brasil) nas eleições de 2026, o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), afirmou nesta terça-feira (7), durante entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, que rompeu expectativas em relação ao governo estadual após não enxergar avanços concretos em pautas consideradas estratégicas para o interior da Bahia.
Ao comentar sua relação com a atual gestão estadual, Zé Cocá disse que havia a expectativa de que a convergência entre os governos federal e estadual acelerasse investimentos e obras estruturantes, mas afirmou que isso, na prática, não aconteceu.
“Quando se discutiu, se o governo federal e o estadual ganharem em conjunto, essas coisas vão acontecer da noite para o dia. Acabou, meu amigo. Nós demos o tempo, tem prazo para as coisas acontecerem. Não aconteceram”, declarou.
Na avaliação do prefeito, a ausência de entregas revela falha de planejamento por parte do governo, o que, segundo ele, compromete o desenvolvimento econômico e social do estado.
“Quando as coisas não acontecem é porque não houve um planejamento para que isso acontecesse. Aí de fato eu digo, eu não vou ficar num lugar que isso não flui”, afirmou.
Durante a entrevista, Zé Cocá também usou a própria experiência administrativa em Jequié como exemplo de gestão orientada por metas e planejamento. Segundo ele, ao assumir a prefeitura, definiu prioridades objetivas para reverter indicadores negativos da cidade em áreas como infraestrutura, educação, saúde e geração de emprego.
“Quando eu virei prefeito de Jequié, eu criei um plano determinado. O que é que eu preciso fazer? Eu preciso tirar Jequié da lama. Uma cidade que tem 40% de pavimentação. Hoje estamos com 90%”, disse.
O pepista afirmou ainda que estabeleceu metas para melhorar a qualidade da rede municipal de ensino, reestruturar a atenção básica em saúde e fortalecer a economia local.
“Eu preciso tirar Jequié do mapa das piores escolas da Bahia. Hoje nós temos a maioria das nossas escolas de qualidade. Eu preciso tirar Jequié do mapa dos piores postos de saúde da Bahia. Eu preciso gerar emprego e renda e melhorar o nosso comércio”, pontuou.
Ao projetar o debate para 2026, Zé Cocá defendeu que a oposição apresente aos baianos um plano concreto de transformação do estado, com foco em desenvolvimento econômico, geração de renda e eficiência administrativa.
“Então nós precisamos agora, Adelson, de um plano. Como é que podemos mudar a Bahia? Como é que podemos gerar emprego e renda? E dizer às pessoas e mostrar como podemos fazer isso”, afirmou.
Na sequência, o prefeito citou a gestão de ACM Neto em Salvador como referência de capacidade administrativa e disse que tanto ele quanto o ex-prefeito da capital já enfrentaram cenários considerados inviáveis — e conseguiram revertê-los.
“Neto fez isso aqui em Salvador, a prova está aí. Eu vi, eu era, na mesma época, prefeito de Lafaiete Coutinho, colega de um prefeito daqui, dizer que Salvador era inviável. Neto mostrou que Salvador era viável”, declarou.
Zé Cocá também lembrou a resistência que enfrentou quando decidiu disputar a prefeitura de Jequié e disse que a cidade era tratada como um desafio político e administrativo quase impossível.
“Quando eu entrei, diziam que Jequié era inviável. Eu vi amigo me chamar chorando, dizendo para eu não entrar, que Jequié era uma terra política difícil. Mostramos que era viável”, afirmou.
Ao final, o prefeito reforçou o discurso de que a experiência acumulada por ele e por ACM Neto em gestões municipais pode servir de base para um projeto estadual alternativo ao atual comando do Palácio de Ondina.
“Nós dois mostramos e precisamos fazer isso com a Bahia”, concluiu.