O pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou nesta quarta-feira (5) que não pretende acabar com o crédito subsidiado destinado ao agronegócio, mesmo diante de questionamentos sobre a diferença entre as condições de financiamento oferecidas ao setor rural e aos empreendedores urbanos. Ao responder se teria coragem de extinguir os subsídios do Plano Safra para colocar todos os empresários "na mesma régua", o governador de Goiás foi categórico: "Não."
Durante o debate, Caiado argumentou que o crédito rural com juros equalizados é necessário diante dos riscos enfrentados pelos produtores, especialmente por causa das perdas provocadas por eventos climáticos. Segundo ele, a discussão sobre o tema precisa considerar a ausência de um sistema robusto de seguro rural no país.
"Se tiver amanhã o seguro para que o produtor rural tenha garantia da perda da sua safra, tudo bem. Essa é a grande dificuldade que nós tivemos a vida toda", declarou.
O governador também criticou o que classificou como tentativa de "estigmatizar" o agronegócio, destacando a importância do setor para a economia brasileira. De acordo com Caiado, o agro garante a segurança alimentar, contribui para o superávit da balança comercial e responde por cerca de um terço dos empregos no Brasil.
Ao defender a política de equalização dos juros para o crédito rural, o pré-candidato afirmou que o benefício representa um percentual reduzido e comparou o mecanismo a outros incentivos concedidos a diferentes segmentos econômicos, como o Microempreendedor Individual (MEI).
Caiado ainda defendeu a adoção de políticas de longo prazo para o setor, citando modelos internacionais. Segundo ele, o Brasil deveria avançar para um planejamento plurianual, semelhante ao adotado pelos Estados Unidos e pela China, aliado ao fortalecimento do seguro rural.
"Nós precisamos de não criar essa cisânia entre segmentos. Entendermos a realidade do setor por questões climáticas. Em termos de produtividade, eu preciso dizer aqui para você: ninguém compete com o Brasil na agropecuária. Ninguém", concluiu.