Homenageado nesta quinta-feira (13) com o batismo da Sala de Imprensa da nova sede da União dos Municípios da Bahia (UPB), em Salvador, o jornalista Levi Vasconcelos refletiu sobre as situações de tensão e os bastidores que marcou sua extensa trajetória no jornalismo impresso e político do estado.
Ao ser questionado sobre como manteve a postura diante de episódios complexos — como entrevistas com acusados de crimes políticos e coberturas investigativas —, o colunista revelou uma lição aprendida no início dos anos 2000, quando cobria a situação dos manicômios judiciários na Colônia Lopes Rodrigues, em Feira de Santana.
"Ao ver um psiquiatra atender um surto com total calma, perguntei como ele conseguia. Ele me disse: 'Ô meu filho, o doente é ele'. Essa foi uma grande lição para a minha vida: não deixar que a doença dos outros me adoeça", relembrou Levi.
Segundo o jornalista, essa premissa serviu de escudo profissional ao longo de sua carreira na imprensa baiana. "É por isso que você enfrenta figurões, criminosos e momentos de crise com a mesma serenidade e tranquilidade. Os equívocos dos outros não podem nos contaminar, porque o foco tem que ser sempre a lealdade ao leitor e o interesse público", pontuou.