O chefe de gabinete do senador Jaques Wagner e pré-candidato a deputado federal, Lucas Reis (PT), minimizou nesta segunda-feira (13), em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, o impacto da saída do prefeito Zé Cocá da base do governador Jerônimo Rodrigues.
Ao ser questionado sobre possíveis prejuízos políticos, Lucas Reis afirmou não enxergar mudanças significativas no cenário eleitoral. Segundo ele, o alinhamento de lideranças já era conhecido desde a eleição anterior. “Eu não identifico nenhum impacto. Se você pegar a foto da eleição de 2022 e a de 2026, o que mudou?”, questionou.
O pré-candidato citou como principal alteração a saída do senador Ângelo Coronel do grupo governista, atribuindo a decisão a questões internas de espaço político. Ainda assim, reforçou que outros apoios anunciados recentemente já seguiam a mesma linha em 2022. “Zé Cocá já votou com ele em 2022. Quem anunciou agora apoio também já votou com ele naquele período”, disse.
Por outro lado, Lucas Reis destacou um movimento de ampliação da base aliada do governador, com a adesão de prefeitos que não estiveram com Jerônimo Rodrigues na eleição passada. Ele citou como exemplos declarações recentes de apoio em municípios como Gongogi e Barro Alto.
“Nós temos vários prefeitos de cidades da Bahia que não estiveram com o governador Jerônimo em 2022 e que agora se juntam. A nossa fotografia é de ampliação”, afirmou.
Durante a entrevista, o petista também reforçou o discurso de abertura política do grupo liderado por Jerônimo Rodrigues e Jaques Wagner. “Como diz Jaques Wagner, aqui não tem chefe, não tem o chicote na mão e o dinheiro na outra. As pessoas se sentem à vontade para dialogar, criticar e serem ouvidas”, declarou.
Lucas Reis ainda destacou a presença de ações do governo estadual em todo o território baiano. “Não há um município sequer da Bahia que não tenha uma obra do governador Jerônimo”, concluiu.