Deputado federal eleito pelo PT avalia mudanças na composição do Legislativo e afirma que o governo poderá construir acordos para aprovar propostas importantes.
O deputado federal eleito Lucas Reis (PT) avaliou a composição do Congresso Nacional e afirmou acreditar que o Legislativo não será um obstáculo intransponível para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na avaliação do petista, a articulação política e a construção de acordos com diferentes setores serão fundamentais para a aprovação de projetos de interesse do Executivo.
Ao comentar o crescimento das forças políticas no Parlamento, Lucas reconheceu o avanço da extrema direita, mas também apontou mudanças na representação dos partidos tradicionalmente associados ao chamado Centrão.
“A bancada do campo progressista também cresceu. Cresceu menos do que a extrema direita, mas também cresceu. Na verdade, foi um encolhimento, perda de cadeiras, daquilo que se convencionou chamar de Centrão”, declarou.
Apesar do cenário, o parlamentar demonstrou confiança na capacidade de articulação do governo federal e afirmou que a experiência do atual mandato de Lula mostra que é possível aprovar propostas mesmo diante de uma composição legislativa adversa.
“Eu tenho muita tranquilidade de que, com o presidente Lula no governo federal, nós faremos do Congresso uma batalha que dará certo”, afirmou.
Lucas Reis cita projetos do governo Lula
Para sustentar sua avaliação, Lucas Reis mencionou medidas que, segundo ele, demonstram a capacidade do governo de construir maioria no Congresso Nacional. Entre os exemplos, citou a ampliação da isenção do Imposto de Renda, a proposta de fim da escala de trabalho 6 por 1 e iniciativas de tributação.
Na declaração, o deputado eleito argumentou que Lula assumiu o governo em um cenário político desafiador e, ainda assim, conseguiu aprovar medidas consideradas prioritárias pela gestão federal.
“Eu não acho que o Congresso será um problema para o presidente Lula”, afirmou.
Lucas também projetou mudanças na dinâmica das alianças parlamentares e avaliou que a extrema direita poderá enfrentar maior isolamento nas negociações políticas.
“O que haverá é um isolamento da extrema direita no Congresso e uma composição além do conceito político nacional”, declarou.