Jerônimo Rodrigues minimiza pesquisas que apontam Flávio Bolsonaro à frente de Lula e aposta em mudança de votos

Foto: Divulgação
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Governador da Bahia afirma que levantamentos estão “muito apertados” e diz que aliados têm quatro dias para conversar com eleitores que votaram no candidato do número 22.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou, na manhã desta quarta-feira (21), as pesquisas eleitorais que mostram Flávio Bolsonaro numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Jerônimo afirmou que os levantamentos apresentam uma disputa apertada e defendeu o diálogo com eleitores como estratégia para tentar alterar o cenário eleitoral.

“Todo mundo percebe que as pesquisas têm aparecido, considero, muito apertadas”, declarou o governador. Ele recorreu à experiência eleitoral do grupo político na Bahia para argumentar que os resultados das pesquisas não devem ser interpretados como definitivos.

Jerônimo relembrou a eleição de 2006, quando Jaques Wagner disputou o governo baiano, e afirmou que, naquele período, parte dos aliados não acreditava que o petista chegaria perto do resultado alcançado. Ao comparar os cenários, disse que os levantamentos atuais também indicam uma disputa acirrada.

“Tem dia que o presidente Lula está na frente, tem dia que a gente está lendo um empate técnico”, afirmou.

Governador aposta na mudança de votos

Ao comentar os próximos dias da campanha, Jerônimo avaliou que a abstenção, isoladamente, não será o fator determinante para o resultado e destacou a tentativa de conquistar eleitores que votaram no candidato identificado pelo número 22 no primeiro turno.

“Quem vai resolver a situação da eleição para o Lula é justamente o virar o voto, aquele voto que foi para o 22”, declarou.

O governador afirmou que ainda havia quatro dias para intensificar as conversas com esses eleitores, mencionando quarta, quinta, sexta e sábado. Segundo ele, o objetivo é dialogar com pessoas que, em sua avaliação, não teriam sido plenamente convencidas durante a campanha.

Jerônimo também ressaltou que participava de um ato institucional e, por isso, não poderia pedir votos naquele contexto. Apesar da ressalva, demonstrou confiança na possibilidade de mudança de posicionamento de parte do eleitorado.

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