Jerônimo rebate ACM Neto e defende decisão de Lula de abrir sigilos: “Está na Justiça”

Foto: Divulgação
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Governador da Bahia afirma que presidente formalizou autorização para abertura de dados pessoais e cobra que Flávio Bolsonaro faça o mesmo; Jerônimo também questiona declarações do adversário sobre investigações e aliados políticos.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), saiu em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nesta quarta-feira (21), após a formalização de uma autorização para a abertura de sigilos bancário, fiscal e telefônico do presidente e de familiares. Ao comentar o assunto, Jerônimo afirmou que a iniciativa foi encaminhada à Justiça e cobrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial, aceite o mesmo procedimento.

“Está lá, está na Justiça, aguardando o que ele se comprometeu no último debate”, declarou o governador, ao destacar que Lula condicionou a divulgação dos dados à adoção de medida equivalente pelo adversário.

O pedido foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 20 de outubro e abrange informações dos últimos oito anos. A autorização inclui a primeira-dama Janja e os cinco filhos do presidente, mas a abertura dos dados está condicionada à reciprocidade de Flávio Bolsonaro e de familiares indicados na proposta. Portanto, trata-se de uma autorização formal, e não da divulgação automática dos registros.

Jerônimo cobra reciprocidade e questiona ACM Neto

Ao defender a iniciativa de Lula, Jerônimo afirmou que o eleitor deve ter condições de avaliar a conduta dos candidatos em relação à transparência e ao uso de recursos. O governador também mencionou as acusações feitas contra o presidente e disse esperar que Flávio Bolsonaro responda ao desafio.

“Se ele fica ameaçando o Lula, que é desonesto, que é ladrão, então que os dois possam fazer o mesmo, fazer a abertura e quebra de sigilo”, afirmou.

Na sequência, Jerônimo rebateu críticas atribuídas ao seu opositor político, ACM Neto (União Brasil), e questionou a clareza de informações relacionadas a pessoas que, segundo ele, têm vínculos com o ex-prefeito de Salvador. O governador citou relações políticas e pediu explicações, mas a transcrição disponível não permite identificar com segurança todos os nomes mencionados nem o conteúdo exato da postagem de ACM Neto.

Jerônimo também fez referência à abertura de dados relacionados ao ex-governador Jaques Wagner e a familiares dele, argumentando que existem informações protegidas por segredo de Justiça. O governador sustentou que a existência de restrições judiciais precisa ser considerada na discussão sobre transparência.

Governador comenta Bolsa Família e permanência de secretários

Em outro trecho da declaração, Jerônimo criticou uma fala sobre a possibilidade de beneficiários do Bolsa Família perderem o benefício após dois anos. O governador contestou a ideia de que todos os beneficiários conseguiriam obter emprego formal nesse prazo e afirmou que a inserção no mercado de trabalho não acontece de maneira automática.

A pessoa citada e o contexto completo da declaração não estão suficientemente claros na transcrição, por isso a identificação da autora e da proposta precisa ser confirmada antes da publicação.

Por fim, Jerônimo justificou a decisão de manter secretários estaduais nos cargos. Segundo ele, não houve condenação nem determinação judicial para afastamento dos integrantes do governo mencionados no debate.

“Não foi condenado e não houve pedido de Justiça para afastar ninguém, então mantém-se tudo como está”, declarou.

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