Jerônimo inclui cinco novas unidades hospitalares no programa de governo para o interior da Bahia

Foto: Divulgação
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Governador entregou 15 hospitais no primeiro mandato e lembra que Salvador levou 13 anos de gestão ACM Neto e Bruno Reis para inaugurar a primeira maternidade municipal

O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), acaba de incluir no programa de governo a implantação de cinco novas unidades hospitalares em Jacobina, Itapetinga, Valença, Amargosa e Serrinha. A proposta integra o Programa de Governo Participativo e prevê ainda a articulação com o governo do presidente Lula para a construção de um hospital federal em Paulo Afonso.

Em Jacobina e Itapetinga, estão previstos hospitais regionais. Valença deverá receber o Hospital e Maternidade Regional Costa do Dendê. Amargosa recebe a Maternidade Regional do Vale do Jiquiriçá. Já Serrinha, o Hospital e Maternidade Regional do Sisal. Parte dos empreendimentos já passou por etapas como anúncio, licitação ou autorização para o início das obras.

O programa também cita o Hospital Universitário de Paulo Afonso, construído por meio de uma articulação entre os governos estadual e federal. A unidade será vinculada à Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e terá gestão da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

Para a saúde, Jerônimo afirma que pretende ampliar a regionalização da assistência e reduzir a necessidade de transferência de pacientes do interior para Salvador. “Cada hospital novo é uma família que deixa de dormir no corredor de Salvador esperando vaga. É isso que a regionalização quer dizer”.

O programa de governo também prevê reformas e ampliações no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, além de unidades em Feira de Santana, Vitória da Conquista, Santo Antônio de Jesus, Barreiras e Guanambi. O documento inclui ainda novas ofertas hospitalares no Recôncavo e na Bacia do Paramirim.

O maior contraste com a oposição está na capital. O grupo de ACM Neto (União Brasil) governa Salvador desde 2013 e só inaugurou a primeira maternidade municipal da cidade em abril de 2026, depois de 13 anos e de prazos adiados desde 2024, enquanto os partos públicos da capital seguiram sustentados pelas seis maternidades estaduais. No mesmo período, a prefeitura suspendeu serviços como a avaliação vascular nas UPAs.

“Hospital não é discurso, é chão batido, é leito, é médico de plantão. Nós fizemos 15 e vamos fazer mais cinco. Eu pergunto: quantos hospitais o outro lado construiu quando teve a chance de governar a maior cidade da Bahia? Levaram 13 anos para entregar uma maternidade, e a conta dos partos de Salvador continuou no colo do Estado”, comentou.

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