O pré-candidato ao Senado Federal João Roma afirmou, nesta quinta-feira (09), que enxerga o prefeito de Luís Eduardo Magalhães, Júnior Marabá, como um nome “inclinado” a integrar o movimento de oposição que articula um novo projeto político para a Bahia nas eleições de 2026.
Durante entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, Roma procurou relativizar aproximações institucionais entre gestores públicos e diferentes esferas de poder, afirmando que prefeitos, governadores e ministros têm a obrigação de dialogar com qualquer agente político quando o objetivo for defender interesses administrativos e demandas da população.
“Como ministro, eu recebi pessoas de todos os partidos”, afirmou João Roma.
Ao abordar o cenário político envolvendo o prefeito do oeste baiano, Roma ressaltou que a interlocução institucional não deve ser confundida com alinhamento eleitoral automático. Segundo ele, cabe aos gestores públicos buscar apoio e recursos onde for necessário, independentemente de filiação partidária ou posicionamento ideológico, desde que o foco esteja nas necessidades da cidade.
Na avaliação do ex-ministro, esse tipo de postura é parte da responsabilidade de quem ocupa cargo público e não deve ser interpretado como contradição política. Ele citou, inclusive, que prefeitos precisam manter portas abertas em diferentes instâncias para garantir investimentos, projetos e soluções para os municípios que administram.
“Uma coisa é você lutar pelos interesses”, disse.
Roma também revelou ter se reunido recentemente com Júnior Marabá em Brasília, em um encontro que contou com a presença do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e do senador Flávio Bolsonaro. Segundo o pré-candidato, a conversa girou em torno da necessidade de ampliar a unidade entre forças políticas que defendem mudanças no cenário estadual e nacional.
Durante a entrevista, Roma afirmou que o momento exige maturidade política e capacidade de convergência entre lideranças que compartilham críticas à atual condução do país e da Bahia. Nesse contexto, ele citou a importância de evitar divisões internas dentro do campo oposicionista e reforçou a necessidade de foco em problemas concretos enfrentados pela população.
Entre os temas mencionados, o pré-candidato destacou a crise econômica, a dificuldade de sustento das famílias e o avanço da criminalidade em cidades do interior baiano. Segundo ele, esses fatores devem estar no centro das decisões políticas de lideranças municipais e estaduais no processo eleitoral que se desenha para 2026.
João Roma cita encontro com Júnior Marabá e vê prefeito alinhado à mudança na Bahia