O governador da Bahia e candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), foi questionado nesta terça-feira (8), durante entrevista ao Band Cidade, sobre a avaliação de seu primeiro mandato e os motivos que poderiam justificar o índice de reprovação apontado pela pesquisa AtlasIntel.
O levantamento citado durante a entrevista aponta 46% de desaprovação ao governo. Ao responder à pergunta sobre qual seria a principal “dívida” deixada para os baianos, Jerônimo preferiu destacar o outro lado do levantamento.
“Eu olho a outra parte do copo. Eu olho 54%, mais da metade da população aprovando o que nós vamos fazendo aqui na Bahia.”
Na sequência, o governador defendeu sua atuação à frente do Estado e afirmou que se dedicou ao longo do mandato, destacando também a parceria com prefeitos, vereadores, deputados e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Eu tenho muita clareza que me esforcei bastante, me dediquei, me entreguei junto com minha equipe, ao lado dos prefeitos e prefeitas, ao lado de vereadores, de deputados, ao lado do presidente Lula.”
Jerônimo aproveitou a pergunta sobre a avaliação do governo para apresentar uma lista de obras e investimentos que considera marcas de sua gestão.
Entre os exemplos citados pelo governador estão 15 novos hospitais entregues em diferentes regiões da Bahia, além de outros oito equipamentos de saúde que, segundo ele, estão em construção.
Na educação, Jerônimo afirmou que seu governo já entregou 740 escolas de tempo integral e prometeu ampliar o modelo.
“Vou universalizar para que toda a rede do Estado possa fazer isso.”
O governador também destacou ações realizadas em parceria com os municípios. Segundo Jerônimo, o Estado tem ajudado prefeitos e prefeitas na construção de unidades básicas de saúde (UBS), creches e escolas, além de investimentos em estradas e infraestrutura.
“Eu quero te ajudar a fazer UBS, fazer creche, fazer escola.”
Ao defender o balanço de sua administração, Jerônimo classificou como positivo o resultado dos primeiros anos de governo e citou obras espalhadas pelo interior da Bahia como parte da estratégia para sustentar sua candidatura à reeleição.
A resposta, porém, ocorreu após a entrevistadora lembrar que a gestão ainda não completou quatro anos.
“Agora, candidato, é importante a gente dizer, são três anos e meio.”