Éden sai em defesa de Jaques Wagner após citação em investigação da PF: "Tem nosso inteiro apoio"

Foto: Divulgação
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A repercussão da nova fase da Operação Compliance Zero provocou reações imediatas dentro do PT. Nesta quinta-feira (18), o secretário nacional de Comunicação do partido, Éden Valadares, manifestou apoio público ao senador baiano Jaques Wagner e afirmou confiar que o parlamentar esclarecerá qualquer questionamento relacionado às investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.

Em publicação nas redes sociais, Éden destacou a confiança da legenda na atuação do líder do governo no Senado e minimizou os impactos políticos da citação do nome de Wagner durante os desdobramentos da operação.

"Wagner teve e tem nosso inteiro apoio e confiamos que poderá esclarecer qualquer dúvida durante a investigação", escreveu o dirigente petista.

A manifestação ocorreu após a deflagração da nona fase da Operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação cumpriu mandados de busca e apreensão em diferentes estados e investiga possíveis irregularidades ligadas ao sistema financeiro nacional.

Ao comentar o caso, Éden também direcionou críticas ao campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a relação mais próxima com o empresário Daniel Vorcaro estaria associada a figuras do bolsonarismo.

"Quem autorizou o Banco Master foi o governo Bolsonaro. Quem é íntimo de Daniel Vorcaro, visitou mesmo após a prisão e tem ele como um 'irmão' é Flávio Bolsonaro. Quem recebeu milhões de reais deste esquema foi a família Bolsonaro", afirmou.

O dirigente petista ainda criticou o que classificou como uma tentativa de ampliar o alcance político das investigações para diferentes grupos partidários. Na avaliação de Éden, há um esforço para dividir responsabilidades e relativizar acusações que, segundo ele, atingem principalmente aliados do ex-presidente.

"A tentativa de equiparar essas relações e falsamente criar a ideia de que o escândalo BolsoMaster atinge igualmente todos os campos políticos brasileiros é inócua e revela o grau de desespero de Flávio", escreveu.

Até o momento, Wagner não foi denunciado nem é alvo de mandado judicial na operação. O senador ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre as declarações feitas por integrantes do partido após a ação da Polícia Federal.

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