O deputado estadual Diego Castro (PL) reforçou nesta quarta-feira (8) o abismo existente entre a ala ideológica do partido e os novos quadros de mandato que ingressaram na legenda recentemente. Para o parlamentar, o eleitor bolsonarista saberá "separar o joio do trigo" nas urnas, priorizando candidatos que mantiveram a lealdade a Jair Bolsonaro nos momentos de maior pressão judicial.
Diego Castro utilizou um tom emocional ao citar nomes que se tornaram símbolos para a direita brasileira, como Cleriston Pereira da Cunha (o "Clésão"), que faleceu na Papuda em 2023, e Débora Rodrigues, presa por pichar a estátua da Justiça. O deputado questionou onde estavam os novos filiados do PL quando o grupo "botou a cara" para denunciar o que classifica como excessos do Judiciário.
"O nosso eleitor não é besta. O bolsonarista que foi para a rua, que defendeu a anistia, que reagiu contra a juristocracia, ele está atento. Entrou quadro no nosso partido que não tem nenhum alinhamento conosco, que não vimos nas manifestações quando Jair Bolsonaro foi preso", afirmou Castro, referindo-se à condenação e início do cumprimento de pena do ex-presidente em regime domiciliar, ocorrido em março de 2026.
O deputado baiano enfatizou que a identidade política do PL-BA está em jogo e que a militância não aceitará candidatos que buscam apenas o "abrigo" da legenda para garantir a reeleição. Ele se posicionou como um guardião dos valores da direita, em oposição aos que chama de "candidatos de legenda".
"Já apanhamos uma vez e não queremos apanhar novamente. Esse é o sentimento dos bolsonaristas baianos. Existem candidatos que são de legenda e candidatos que, além de legenda, são leais a Jair Messias Bolsonaro, como este que vos fala", declarou.