O deputado estadual Diego Castro (PL) subiu o tom sobre apoiar o ex-prefeito ACM Neto (União Brasil) nesta quarta-feira (8), durante visita à Câmara Municipal de Salvador. Líder da ala "raiz" do bolsonarismo na Bahia, Castro afirmou que o apoio do grupo à candidatura de Neto ao governo do Estado não é automático e dependerá de um alinhamento explícito com as pautas da direita nacional e com a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
"Nosso posicionamento é muito claro: nós só apoiaremos quem apoiar Flávio Bolsonaro. E a gente não tem visto isso por parte do pretenso candidato da oposição, o ACM", disparou o parlamentar. Diego Castro criticou o que chama de "discurso de conveniência", onde políticos buscam o voto da direita para derrotar o PT na Bahia, mas evitam o embate nacional.
Para o deputado, a aliança na Bahia exige mais do que pragmatismo eleitoral; exige um compromisso público com temas caros ao núcleo duro de Jair Bolsonaro. Entre as exigências listadas por Castro para que Neto seja considerado o "candidato ideal", estão:
Anistia: Posicionamento favorável à anistia dos presos pelos atos de 8 de janeiro.
Liberdade de Expressão: Defesa contra o que classifica como "perseguição política" a Jair Bolsonaro e seus aliados.
Educação e Vida: Garantias no plano de governo contra a "erotização de crianças em sala de aula" e em defesa da vida (pauta antiaborto).
Economia: Compromisso real com a liberdade econômica e a redução da máquina estatal.
"Não queremos um projeto pintado em cores"
Diego Castro enfatizou que a responsabilidade de sua base é zelar por valores e não apenas trocar um partido por outro no Palácio de Ondina. "É muito bom querer o voto da direita. Mas quando se fala em se unir no Brasil para tirar o PT, todo mundo corre dessa pauta. A gente não quer um projeto pintado em cores, mas um projeto comprometido com posicionamentos", afirmou.
Embora tenha garantido que fará campanha para tirar o PT do poder na Bahia, o deputado sinalizou que pode manter uma postura de independência ou "braços cruzados" caso Neto mantenha a estratégia de neutralidade nacional ou priorize o palanque de Ronaldo Caiado (União) em detrimento de Flávio Bolsonaro. "Entrar de cabeça na campanha depende de posicionamentos claros que nós vamos estar atentos", concluiu.