Em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (4), no Teatro Sesc Casa do Comércio, em Salvador, o candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), criticou duramente a gestão da regulação médica no estado.
O ex-prefeito da capital afirmou que a crise no sistema público de saúde tem solução e prometeu implantar uma estrutura moderna de acompanhamento de leitos para acabar com a interferência política na distribuição de vagas hospitalares.
"Claro que a regulação tem jeito. Imagine que São Paulo é um estado muito mais populoso que a Bahia e a regulação funciona lá. Tem um sistema que trabalha com profissionais especialistas em regulação, que organiza todo o território, descentralizando o atendimento, fazendo o acompanhamento do paciente desde o momento que ele pede o internamento até o momento que ele tem a alta hospitalar", exemplificou ACM Neto.
Fim do "QI" e da interferência política na saúde
O candidato sustentou que a fila de espera na Bahia é agravada pelo apadrinhamento político e assegurou que o critério para a concessão de leitos será estritamente técnico e humanitário sob sua gestão.
"Afastando o 'QI' [Quem Indica], que é a indicação política, hoje infelizmente predominante na Bahia para alguém conseguir uma vaga no hospital. Então, é claro que tem jeito — tem jeito com uma postura diferente, com um governo diferente e com um governador que reconheça o problema", declarou.
Críticas a Jerônimo Rodrigues e denúncia sobre a fila de espera
ACM Neto rebateu declarações recentes do candidato ao governo pelo PT, Jerônimo Rodrigues, acusando a gestão estadual de ignorar a gravidade do atendimento de urgência e emergência no estado.
"Diferente do Jerônimo Rodrigues, que reconheça o problema. Ele está dizendo insistentemente que ninguém morre esperando na fila, que não há caso de urgência na Bahia que não seja atendido. Ele disse isso hoje de novo, em uma entrevista a uma emissora local. É uma grande mentira. Nós sabemos quantas pessoas morrem na espera da fila da regulação", afirmou o postulante do União Brasil.
O prefeiturável concluiu cobrando empatia e realismo por parte da gestão pública para solucionar o gargalo da saúde baiana.
"Então, a primeira coisa que o governador precisa ter é deixar de viver o negacionismo, que é uma prática de Jerônimo Rodrigues, e passar a viver a realidade da dor e do sofrimento dos baianos", finalizou.