Caiado diz que, se eleito, encaminhará reformas ao Congresso no 1º dia, junto com anistia

Foto: Divulgação
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O pré-candidato à Presidência da República e governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que pretende iniciar um eventual mandato com uma ampla agenda de mudanças estruturais. Em entrevista ao programa Canal Livre, da Band TV, ele declarou que encaminhará ao Congresso Nacional, logo no primeiro dia de governo, uma série de propostas envolvendo reformas econômicas, administrativas e políticas, além de medidas voltadas à área de segurança pública.

Segundo Caiado, o pacote incluirá projetos para rever a reforma tributária aprovada nos últimos anos, promover alterações na legislação trabalhista, realizar uma reforma administrativa e discutir mudanças no sistema político brasileiro.

“Encaminharei no primeiro dia, não vou deixar para o segundo. Vou rever a reforma tributária. Reforma administrativa, reforma política, reforma trabalhista. Encaminharei todas elas no primeiro dia do meu governo. Junto com o terrorismo e junto com a anistia”, declarou.

Na área de segurança, o governador defendeu que facções criminosas passem a ser classificadas como organizações terroristas. Ele também afirmou que pretende encaminhar uma proposta de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, quando as sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília.

Durante a entrevista, Caiado também abordou a situação fiscal do país e apresentou metas para a dívida pública. Segundo ele, o objetivo é estabilizar a relação entre a dívida e o Produto Interno Bruto (PIB) já no primeiro ano de governo e, posteriormente, promover uma redução gradual do indicador.

“No primeiro ano fica essa dúvida, ainda estou terminando os cálculos. Eu estabilizo a dívida PIB e cada ano eu baixo 1 ponto porcentual. Esse é o projeto meu para trabalhar nesse sentido. Se eu disser isso para os empresários, eles investirão no Brasil”, afirmou.

O pré-candidato ainda direcionou críticas à condução econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente ao programa Desenrola Brasil, criado para facilitar a renegociação de dívidas da população.

Ao comentar a iniciativa, Caiado questionou as causas do endividamento dos brasileiros e afirmou que a medida não enfrenta o problema em sua origem.

“Agora tem um Desenrola. Senhor Lula, quem é que enrolou? Quem é que foi que enrolou o povo brasileiro nessa dívida toda que ele está aí dentro? Quem foi?”, declarou.

Em outro momento, o governador elevou o tom das críticas ao relacionar o uso de recursos do FGTS para quitação de débitos ao programa federal, classificando o presidente como responsável pelo cenário de endividamento enfrentado por parte da população.

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