O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), voltou a comentar os bastidores políticos da formação da chapa governista na Bahia e classificou como “constrangedora” a condução do processo envolvendo o atual vice-governador, Geraldo Júnior.
Em entrevista à Rádio Sociedade da Bahia, Bruno Reis afirmou que houve uma série de tentativas de substituição do nome do vice, com convites feitos a diversos outros atores políticos, o que, segundo ele, expôs fragilidade e falta de definição dentro do grupo governista liderado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“O Adelson, realmente a situação do atual vice... foi uma situação no mínimo constrangedora. Porque quando você tem um vice, ou previamente você define um outro projeto para o vice, ou nem sequer se coloca em discussão”, declarou.
O prefeito disse que, inicialmente, havia mencionado cerca de 10 nomes sondados para ocupar a vaga de vice na chapa, mas que o número real ultrapassaria 20 lideranças políticas consultadas.
“Nessa entrevista aí eu falei em 10, mas na verdade foram mais de 20 nomes. Mais de 20? Mais de 20 nomes”, reforçou.
Entre os nomes citados por ele estão o deputado federal Diego Coronel, o senador Ângelo Coronel e a empresária Eleusa Coronel, que, segundo Bruno Reis, teriam recebido convite para compor a chapa governista.
“A começar por Diego Coronel, por Ângelo Coronel, por Eleusa Coronel, que todos os três foram ofertados à vaga de vice para continuar na base do governo”, afirmou.
Na avaliação do prefeito, a movimentação revela uma disputa interna motivada por interesses políticos do Partido dos Trabalhadores.
“Naturalmente, pela ânsia de poder do PT, só eles, primeiro eles, depois eles, e agora tem uma chapa de petistas, a panelinha deles”, criticou.
A declaração também ocorre após troca de críticas com o ex-ministro Geddel Vieira Lima, que rebateu falas anteriores de Bruno Reis sobre o tema e relembrou articulações políticas envolvendo o próprio prefeito em eleições passadas.
Apesar do embate, Bruno Reis reforçou que, na visão dele, a condução do processo demonstra desalinhamento dentro da base governista e apontou que parte dos nomes sondados optou por não integrar o grupo.
“Então, tomaram a decisão de não seguir, porque queriam um novo projeto para a Bahia de marchar ao nosso lado. Mas se você começar a contar a partir daí, esse número passa de 20”, concluiu.