O vereador Felipe Santana (PSD) celebrou, nesta quarta-feira (8), a sanção da Lei nº 9.976/2026, que reconhece o Bando de Teatro Olodum como Patrimônio Cultural Imaterial de Salvador. Publicada pelo Executivo Municipal na última segunda-feira (6), a medida oficializa o coletivo, fundado em 1990, como um pilar da identidade soteropolitana e da resistência negra nas artes cênicas.
Autor da proposta (originalmente apresentada como PL nº 381/25), Felipe Santana destacou que o reconhecimento vai além da homenagem artística, funcionando como um mecanismo de salvaguarda e fomento. "Não é só um momento de reconhecimento da atuação do bando, mas principalmente de um movimento de reparação histórica e de valorização dos artistas baianos, principalmente de quem está começando", afirmou o parlamentar.
Inspiração no palco e o projeto de lei
O vereador revelou que a ideia do projeto surgiu após assistir ao espetáculo "Mwana Erê", que aborda questões como racismo e desigualdade sob a ótica infantil. A experiência motivou Santana a pesquisar a fundo as necessidades do grupo, famoso mundialmente por produções como "Ó Paí, Ó".
"A gente tem aquela ideia de que o Bando vai bem, que estava tudo ocorrendo. Minha função como homem público é projetar cenários ideais. Hoje a gente consegue imortalizar o Bando. Ele já era imortal nas suas ações, mas hoje é reconhecido oficialmente pelo município", pontuou Santana.