Apontando a educação como o principal pilar para a transformação social e a superação da pobreza, o pré-candidato a deputado federal Daniel Alencar (PSD) apresentou suas propostas para a área. O médico utilizou sua própria trajetória de especialização no Brasil e no exterior para ilustrar o impacto do acesso ao ensino de qualidade.
"Eu sou médico, eu sou fruto da educação. Eu morei muitos anos fora de Salvador para poder estudar, fazer ortopedia, fazer cirurgia do trauma em São Paulo, cirurgia do quadril em Curitiba, eu morei fora do país também. Eu sei como é duro você ter que lutar para chegar no nível de educação e de especialização. (...) Através da educação a gente consegue pegar as pessoas que têm uma condição social que não é a ideal e crescer."
Dentro do guarda-chuva da educação e do desenvolvimento social, Alencar elegeu como prioridade o suporte às crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Ele defendeu uma atuação conjunta entre o estado e os municípios para garantir equipes multiprofissionais nas escolas e centros de atendimento.
"A gente quer ajudar as prefeituras e o estado da Bahia a cada vez mais crescer esse setor, onde precisa de um neuropediatra, precisa de um psicólogo, precisa de um terapeuta ocupacional. Então há várias matizes profissionais que são necessárias para pegar as crianças que têm necessidades especiais, seja o tipo 1, 2 ou 3, e fazer com que elas avancem."
O diferencial da proposta do pré-candidato é a extensão do olhar do poder público para além do paciente. Alencar alertou para a vulnerabilidade socioeconômica e psicológica que atinge os cuidadores dessas crianças, propondo políticas de acolhimento voltadas à saúde mental da família.
"Não só elas, mas também seus pais, as mães e os pais dessas crianças também precisam de apoio, porque dados mostram que eles têm várias necessidades, como por exemplo, eles ganham uma renda muito baixa, eles às vezes têm um dos seus cônjuges ausentes e, além disso, uma boa parte deles sofre de depressão. Então não é só tratar as crianças, mas também tratar os pais, a família como um todo."