Após vazamento de dados do COAF, SINDNAPI pede direito de resposta e nega irregularidades

Foto: Divulgação
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O Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (SINDNAPI) enviou à redação nesta terça-feira,02,uma notificação extrajudicial com pedido de direito de resposta, com fundamento na Lei nº 13.188/2015, após a publicação, em 2 de outubro de 2025, pelo portal “Classe Política”, da matéria intitulada “Farra do INSS: Sindicato de aposentados ligado a irmão de Lula movimentou R$ 1,2 bi, aponta Coaf”.

Segundo o sindicato e seus dirigentes — Milton Baptista de Souza Filho e José Ferreira da Silva —, a reportagem apresenta informações consideradas inverídicas e descontextualizadas, gerando, segundo eles, “ataque direto e desonesto” à entidade.

 

De acordo com a notificação, os valores citados na reportagem teriam sido apresentados de forma “artificialmente inflada”, pois corresponderiam à soma de entradas e saídas acumuladas ao longo de vários anos, e não a um volume real de caixa disponível ou movimentado em curto período.

O SINDNAPI afirma ainda que possui histórico de atuação no combate a fraudes contra aposentados, destacando que, em 2017, foi a primeira entidade a levar ao Conselho Nacional da Previdência Social indícios de descontos irregulares aplicados a beneficiários do INSS.

Nota SINDNAPI

“Após a quebra do sigilo fiscal do SINDNAPI no âmbito da CPMI do INSS, foram vazadas na imprensa informações de transações bancárias do Sindicato e de seus dirigentes, obtidas a partir de Relatório de Inteligência Financeira expedido pelo COAF.

Apesar de ter seu sigilo bancário exposto—direito constitucional assegurado a todos os cidadãos—o Sindicato afirma que sempre esteve à disposição das autoridades desde o início da Operação Sem Desconto.

Segundo a entidade, os dados divulgados vêm sendo distorcidos de forma irresponsável, com o objetivo de atingir a imagem do Sindicato. As cifras mencionadas na casa dos bilhões corresponderiam à soma de entradas e saídas ao longo de vários anos, o que não refletiria o fluxo de caixa real da instituição.

Entre janeiro de 2021 e abril de 2025, o SINDNAPI declara ter recebido pouco mais de R$ 387 milhões em receitas associativas e cerca de R$ 41 milhões em outras entradas, totalizando aproximadamente R$ 428 milhões. As despesas do período somariam cerca de R$ 458 milhões, distribuídas principalmente entre o programa Viver Melhor (60,3%), folha de pagamento (11,39%), honorários advocatícios (7,43%), impostos (4,44%) e repasses às 56 subsedes (3,63%).

A diferença de cerca de R$ 30 milhões teria sido coberta por poupança e investimentos estimados em R$ 70 milhões. O sindicato afirma que balancetes, auditorias e contas bancárias estão à disposição da Suprema Corte, reiterando sua disposição em colaborar.

Por fim, o SINDNAPI manifesta repúdio ao vazamento de informações a que nem a entidade nem seus advogados tiveram acesso prévio, classificando o episódio como tentativa de confundir e depreciar o Sindicato. Para a entidade, trata-se de prática que não se coaduna com o exercício das liberdades comunicativas essenciais ao Estado Democrático de Direito.”

 

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