Após iniciativa de Ludmilla Fiscina, reitora Joana Angélica Luz recebe Comenda 2 de Julho na Alba

Foto: Divulgação
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A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) realiza nesta sexta-feira (5), às 10h, uma sessão especial para a entrega da Comenda 2 de Julho à professora universitária e reitora da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Joana Angélica Luz. A honraria, considerada a mais importante do Legislativo baiano, será concedida por iniciativa da deputada Ludmilla Fiscina (PV).

Segundo a parlamentar, a escolha reconhece a trajetória acadêmica e social da homenageada. “A professora Joana Angélica é um exemplo de dedicação e compromisso social. Mulher, negra, fruto da escola pública, construiu sua carreira com esforço e alcançou cargos de grande relevância no cenário nacional”, disse Ludmilla.

Natural de Itajuípe, no Sul da Bahia, Joana Angélica iniciou sua formação em Química na antiga Escola Técnica Federal, em Salvador. Graduou-se em Geologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), fez mestrado em Geoquímica e Meio Ambiente pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e doutorado em Engenharia Ambiental e Florestal pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos.

Ao longo da carreira, exerceu cargos de gestão na Ufba, onde atuou como diretora do Instituto de Ciências Ambientais e Desenvolvimento Sustentável, em Barreiras, contribuindo para a criação da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob). Participou ainda da Comissão de Implantação da UFSB, instituição em que se tornou a primeira mulher negra eleita reitora, em 2018, sendo reconduzida em 2022.

No plano nacional, foi vice-presidente da Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e teve atuação destacada no setor ambiental, à frente do Fórum Baiano de Comitês de Bacias Hidrográficas (FBCBH) e do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Grande.

Para Ludmilla Fiscina, a concessão da comenda reforça o simbolismo da data. “A Comenda 2 de Julho carrega o espírito da luta e da Independência da Bahia. Reconhecer Joana Angélica é reafirmar a importância da educação pública, da ciência e da representatividade da mulher negra”, afirmou.

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