O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), rebateu de forma incisiva a declaração do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que havia afirmado ser necessário "superar o herdeiro" em referência indireta a ACM Neto. Em conversa com a imprensa nesta quinta-feira (27), na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) — onde participou da entrega da Comenda 2 de Julho ao empresário João Gualberto —, o gestor soteropolitano defendeu a trajetória do grupo opositor e devolveu as críticas criticando os índices do governo estadual.
Ao destacar o papel da oposição ao longo das últimas duas décadas, Bruno Reis apontou a degradação dos indicadores sociais e de segurança na Bahia durante a gestão petista.
"Nós estamos desde 2006 na oposição a tudo, 20 anos resistindo, lutando contra o sistema que está aí, chamando a atenção dos problemas da Bahia que só fizeram se agravar nos últimos anos", pontuou o prefeito.
Críticas à segurança, educação e regulação
Ao abordar o termo "herança", Bruno Reis inverteu o discurso governista e apontou que os gargalos da atual administração representam o verdadeiro prejuízo para a população baiana.
"Olha a segurança. Há 20 anos não tinha um município da Bahia entre as dez cidades mais violentas do país. Hoje tem cinco. Na área da educação, a pior do Brasil. A fila da morte só fez aumentar o tempo de espera", disparou o gestor.
O prefeito concluiu ressaltando a apresentação de uma alternativa administrativa para o estado e enfatizou os impactos das políticas públicas estaduais:
"Aí a gente chega e apresenta uma alternativa para a Bahia. A herança maldita é a que eles estão deixando para o Estado, herança que tem matado pessoas — milhares de cidadãos baianos que estão perdendo suas vidas por causa da segurança. É o Estado onde mais morre gente no Brasil e na fila da morte", finalizou.