O secretário estadual da Fazenda, Manoel Vitório, afirmou nesta quarta-feira (7) que o planejamento fiscal da Bahia para 2027 ainda depende da evolução do cenário econômico nacional e internacional. Segundo ele, fatores externos e mudanças no cenário político brasileiro deverão ser acompanhados pelo governo antes da definição das prioridades para o próximo ano.
A declaração foi dada durante a apresentação da avaliação das metas fiscais do segundo quadrimestre de 2026 na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).
Vitório afirmou que ainda há um grau elevado de incerteza sobre o comportamento da economia em 2027, diante dos acontecimentos internacionais e das perspectivas para o crescimento global.
“A expectativa para o ano que vem ainda é um pouco indefinida, porque a gente vai ver o que está acontecendo ainda no quadro, no cenário federal e no que está acontecendo no mundo”, afirmou.
O secretário citou conflitos internacionais e seus impactos sobre a economia mundial como exemplos da dificuldade de antecipar o cenário para o próximo ano. Ao mesmo tempo, apontou que existem perspectivas positivas para a economia brasileira, dependendo da evolução dos acontecimentos nos próximos meses.
“Aqui no Brasil, por exemplo, a gente também tem algumas expectativas positivas. Mas depende do que vai acontecer nos próximos meses”, ponderou.
Vitório também mencionou a mudança na Presidência da República como um dos fatores que deverão ser considerados no planejamento. Segundo ele, a Bahia precisará adaptar suas ações às condições econômicas e políticas que estarão estabelecidas no próximo ciclo.
“Também com a mudança da presidência, o cenário nacional... Vamos ter que ver como vão ficar os cenários. A gente vai ter que se ajustar a eles”, declarou.
O secretário ressaltou ainda que o governo estadual está entrando em uma etapa de planejamento das ações e prioridades para os próximos quatro anos. Ele, no entanto, afirmou que a definição política das prioridades cabe ao governador Jerônimo Rodrigues.
“Evidentemente que nós estamos em uma fase, apesar de ser o mesmo governo, mas é sempre uma fase de planejamento das ações e das prioridades para os próximos quatro anos. Mas isso aí a gente participa, mas quem fala é o governador”, afirmou.