“Só teremos uma melhora real da aprendizagem quando incluirmos a matemática no centro das políticas educacionais”, afirma Kátia Smole

Foto: Divulgação
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A diretora do Instituto Reúna, Kátia Smole, afirmou nesta terça-feira (9) que o Brasil precisa ampliar o debate sobre alfabetização para incluir, de forma definitiva, o ensino da matemática nos primeiros anos da educação básica. A avaliação foi feita durante o Encontro Territorial do Movimento Bahia pela Educação, realizado em Salvador.

 

Em entrevista ao Classe Política, a especialista destacou que os desafios relacionados à aprendizagem matemática ainda são maiores do que aqueles enfrentados na alfabetização em língua portuguesa, apesar dos avanços recentes registrados por estados como a Bahia.

 

“Os indicadores de matemática são muito ruins no Brasil inteiro. Nós só vamos ter uma melhora real nos padrões de aprendizagem quando incluirmos a matemática também como prioridade nas políticas de alfabetização”, declarou.

 

Kátia destacou que o momento é favorável para essa mudança de abordagem. Segundo ela, além do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, o país passa a contar agora com uma mobilização específica voltada para a aprendizagem matemática.

 

“O Brasil tem hoje um compromisso nacional voltado para a alfabetização e agora também um compromisso nacional pela aprendizagem da matemática. Isso cria uma oportunidade para que governos, escolas e professores construam uma grande agenda em defesa da educação básica”, afirmou.

 

A especialista também apresentou estratégias que podem ser aplicadas pelas redes municipais de ensino, como o uso de jogos, brincadeiras e resolução de problemas para integrar o ensino da matemática ao desenvolvimento da leitura e da escrita.

 

“A maior parte do tempo é possível trabalhar as duas alfabetizações juntas. A matemática e a língua portuguesa não competem entre si; ao contrário, elas se fortalecem mutuamente”, explicou.

 

Para Kátia Smole, iniciativas como o Movimento Bahia pela Educação ajudam a disseminar conhecimento e boas práticas entre gestores públicos, contribuindo para que os municípios desenvolvam políticas educacionais mais eficientes e capazes de garantir melhores oportunidades às crianças baianas.

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