Líder do governo Bolsonaro, Ricardo Barros vira réu por lavagem de dinheiro

Após denúncia do Ministério Público do Paraná (MP-PR) sobre esquema de pagamento de propinas e lavagem de dinheiro em contratos da Companhia Paranaense de Energia (Copel), o deputado federal Ricardo Barros, líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados, e outras quatro pessoas viraram réus em um processo na Justiça Eleitoral.

Segundo o MP-PR, Ricardo usou sua influência de secretário de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul no Paraná, para negociar com a Copel, a contratação das empresas do setor de energia eólica da Galvão Engenharia. Em troca, Barros recebeu valores do grupo Galvão. Os pagamentos foram em espécie e por meio de doações eleitorais. O deputado nega as acusações.

Os outros nomes que também viraram réus são Jean Alberto Luscher Castro, executivo da Galvão Engenharia, Eduardo Queiroz Galvão, membro do Conselho de Administração da Galvão Engenharia, e os empresários Delmo Sérgio Vilhena e Élio Alves Pereira.

Os crimes que os réus irão responder são lavagem de dinheiro, tráfico de influência e falsidade ideológica eleitoral.

Barros ainda divulgou uma nota repudiando a denúncia.

Leia a nota na íntegra:

“Quero repudiar o fato de a denúncia ter sido protocolada exatamente no dia 3/11, quando estava na pauta a votação na Câmara da PEC 5 que desinteressa o Ministério Público pois alterava a composição do Conselho Nacional do Ministério Público.
Auditorias independentes realizadas mostraram ausência de dano ao erário na compra do parque eólico. O próprio delator reconhece que a venda foi abaixo do preço. Não houve tráfico de influência.
Depósitos citados pelo Ministério Público são lícitos e estão declarados no meu imposto de renda ou das minhas empresas. As aquisições também estão declaradas;
A doação eleitoral oficial da Galvão ao diretório nacional do PP foi lícita e espontânea. Os valores foram distribuídos a vários candidatos que concorreram na eleição de 2014. A mim, foi destinado menos de 20 % do valor total, como reconhece o próprio MP eleitoral.
Por fim, a denúncia não se sustenta. Repudio o ativismo político do MP, o vazamento de informações sigilosas e a criminalização das doações oficiais. Provarei mais uma vez a minha boa fé, como já provei em outras acusações do Ministério Público”.

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