Alemães votam para eleger novo parlamento e sucessor de Angela Merkel

Eleitores alemães vão às urnas neste domingo (26/9) para escolher novos líderes do país. Merkel deixará o cargo, após quatro mandatos

Os alemães irão às urnas neste domingo (26/9) para escolher os novos membros do Parlamento e quem será o sucessor da primeira-ministra Angela Merkel. Ela deixará o cargo, após quatro mandatos consecutivos no comando do país.

As pesquisas são lideradas por Olaf Sholz, do Parido Social-Democrata (SPD), seguido por Armin Laschet, da União Democrata Cristã (CDU) e que é apoiado por Merkel. A disputa tem, ainda, Annalena Baerbock, do Partido Verde, que deve ficar em terceiro lugar.

O vencedor só deve ser confirmado em algumas semanas, após conclusão de negociações de alianças e apoio entre partidos. Nenhum dos candidatos deve conquistar maioria absoluta, conforme as pesquisas, e dependerá de uma coalização para formar o governo.

A própria Merkel governa, atualmente, com apoio de outros partidos. Integrante da CDU, ela conta com o apoio do SPD e da União Social-Cristã da Baviera (CSU).

Votação
O modelo de votação na Alemanha é um pouco complexo, se comparado ao modelo brasileiro. O sistema dos alemães começa com votação duas vezes na mesma cédula eleitoral e termina com aprovação do nome do novo chanceler pelo Parlamento eleito.

Na primeira marcação, os eleitores escolhem os representantes de cada um dos distritos eleitorais alemães. São 299, ao todo. Os partidos costumam apresentar os concorrentes, mas há a possibilidade de participação de independentes.

Em seguida, na segunda votação, o eleitor deve marcar o partido de sua preferência. Essa sigla pode ser diferente da que foi marcada por ele na primeira votação.

Cada partido monta uma lista de lideranças que podem representar cada um dos distritos. As vagas no Parlamento são distribuídas, em seguida, proporcionalmente, de acordo com o percentual de votos das siglas na eleição.

Posse
Os parlamentares eleitos têm até um mês para tomar posse e, com isso, iniciar a efetivação do nome do novo chanceler, a partir das coalizões.

O nome escolhido e efetivado é levado ao presidente da Alemanha, que hoje é Frank-Walter Steinmeier. Ele não participa do governo, mas tem a função de ratificar a indicação do Parlamento.

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