Governo Federal defende desoneração da folha para impulsionar contratação de jovens

Estudo divulgado pelo Ministério da Economia que a proposta facilitaria a inserção no mercado de trabalho formal, principalmente em períodos de crise econômica

Um estudo, divulgado pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, defende que uma política de desoneração da folha de pagamento concentrada nos trabalhadores jovens e com baixa qualificação profissional facilitaria a inserção desse grupo no mercado formal, principalmente em períodos de crise econômica. Defendida por diversos setores, a redução de tributos sobre a folha é vista com reservas por parte da equipe econômica. Segundo a nota técnica, a informalidade está intimamente relacionada com o subdesenvolvimento econômico. O estudo aponta que “o setor informal brasileiro conta com cerca de 38% da População Economicamente Ativa”, sendo que parte expressiva desses trabalhadores tem menos de 29 anos”.

O Subsecretário de Política Fiscal da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia, Erik Figueiredo, reforça que só a redução de custos para os empresários pode garantir a manutenção dos jovens no mercado formal. “Existe uma resistência muito grande em relação à flexibilização trabalhista porque o brasileiro mediano acredita que essa proteção do mercado de trabalho está defendendo o emprego dele. E a mensagem dessa nota é: não necessitante, principalmente em regiões com menor índice de desemprego, esse custo trabalhista pode retirar o seu emprego“, disse. Segundo o estudo, em 2019 um jovem do Sudeste possuía cerca de 33% de chance de ser contratado, enquanto outro, no Nordeste, tinha 16%. Ainda segundo a nota técnica, os resultados indicam que os jovens informais tendem a receber, em média, 21% menos do que os demais trabalhadores.

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