Roberto Freire defende impeachment de Bolsonaro, “um irresponsável”, “necrófila”, e diz que retorno de Lula seria “retrocesso”

O presidente Nacional do Cidadania, o ex-deputado Roberto Freire, em conversa com o Classe Política, no Congresso Nacional, nesta quarta-feira (9), afirmou que um eventual retorno de Lula à presidência da República seria um “retrocesso”, mas foi contra o governo Bolsonaro, a quem acusa de “uma barbárie” e de oferecer riscos à democracia, que o advogado e político que militou na esquerda e contra a ditadura militar disparou, de forma mais contundente, seu torperdo.

“O Cidadania, ainda na época PPS, rompeu com o governo Lula, e fez oposição inclusive em momentos que Lula tinha muita popularidade e poucos faziam oposição e nós tínhamos essa firmeza. Continuamos achando que um retorno de Lula é um retrocesso, é nós voltarmos ao passado e nós não queremos isso. Por outro lado Bolsonaro significa não um retrocesso, isso é uma barbárie. Nós temos um presidente completamente irresponsável, inconsequente, negacionista, obscurantista e que tem como responsabilidade, sem nenhuma dúvida, pela tragédia dupla que o Brasil está vivendo, uma pandemia de forma dramática, com mais de meio milhão de brasileiros mortos e um presidente da República que não fez uma visita a um hospital brasileiro”, disparou.

Para Freire, em nenhum momento o presidente Jair Bolsonaro teve solidariedade a dor brasileira porque tem tem “uma visão necrófila”. Nesta quarta-feira o Brasil contabilizou 479.791 mortes pelo Coronavírus e para o presidente do Cidadania a omissão do governo federal agravou o quadro sanitário nacional, o que, em sua opinião, justicaria o impeachment de Bolsonaro.

“Ele não trabalha pela vida, então esse, evidentemente, é um governo que tem ser responsabilizado por nós e pela História. Temos que tirá-lo de forma democrática em 2022 se antes não pudermos tirar pelo impeachment. Nós do Cidadania defendemos o impeachment de Bolsonaro. O partido, com essa clareza, está buscando uma candidatura alternativa a esses dois candidatos”, concluiu.

No Congresso Nacional, o Cidadania conta com a atuação de 7 deputados federais e 2 senadores. O partido já namorou o ex-juiz Sérgio Moro e o apresentador Luciano Huck, na época nomes ventilados para disputar a presidência da República, mas, nos bastidores, há especulação de que a sigla vá apoiar a candidatura do ex-ministro Ciro Gomes (PDT) ao Palácio do Planalto.

Por Jones Almeida

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