Mercado aumenta a previsão do PIB e renova a alta da inflação em 2021

Em terceira semana seguida de revisão, fontes do Banco Central projetam crescimento de 3,21% da economia brasileira

O mercado financeiro renovou para cima a expectativa da expansão da economia brasileira pela terceira semana seguida, e subiu levemente a estimativa para a inflação em 2021, segundo números do Boletim Focus divulgados nesta segunda-feira, 10. Economistas e entidades consultadas pelo Banco Central estimaram que o Produto Interno Bruto (PIB) feche o ano com alta de 3,21%, ante previsão de 3,14% na semana passada, e 3,08% há um mês. O desempenho da economia para 2022 também foi alterado para alta de 2,33%, contra previsão de 2,31% na semana passada. A sequência de previsões mais otimistas para o PIB ocorre depois do relançamento do programa de manutenção do emprego e de renda e das linhas de crédito pelo governo federal, além da resolução para o Orçamento de 2021 e a retomada das economias globais. Em entrevista à Jovem Pan, Fernando Honorato Barbosa, diretor e economista-chefe do Bradesco, afirmou que o país reúne condições para surpreender no PIB e na criação de empregos ainda em 2021, apesar da desaceleração causada pelo recrudescimento da pandemia do novo coronavírus entre março e abril.

As fontes do Banco Central também revisaram para cima a previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial da inflação brasileira, para alta de 5,06%, levemente acima da expectativa de 5,04% publicada no Boletim Focus da semana passada. Há um mês, a projeção para o IPCA era de 4,85%. A inflação foi a 6,1% nos 12 meses acumulados em março, quando avançou 0,93%, a maior alta para o mês em seis anos. O resultado de abril será divulgado nesta terça-feira, 11. Apesar da nova previsão de avanço do IPCA, as fontes do BC conservaram a expectativa para a Selic, a principal ferramenta para o controle da inflação, em 5,5% ao ano, a mesma estimativa da semana passada. Há um mês, a projeção apontava para 5,25% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros de 2,75% para 3,5% na semana passada, e sinalizou uma nova dose de 0,75 ponto percentual no encontro agendado para junho. O mercado também reduziu a previsão do dólar para R$ 5,35, ante projeção de R$ 5,40 na semana passada, e R$ 5,37 há um mês. A moeda norte-americana fechou na sexta-feira, 7, a R$ 5,229, a sexta semana seguida de queda. O câmbio opera em baixa nesta segunda-feira, abaixo de R$ 5,20.

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