Queiroga diz que ordens de Pazuello causaram falta de vacinas para 2ª dose

O atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu que orientações errôneas repassadas na gestão do antecessor, Eduardo Pazuello, foram responsáveis pela paralisação da vacina em várias capitais brasileiras por falta de doses do imunizante Coronavac.

Em nota divulgada pelo ministério, a pasta afirma: “O atraso decorre da aplicação da segunda dose como primeira dose”.

No início da campanha de vacinação, Pazuello liberou o uso de todas as doses do imunizante e afirmou que não seria necessário estocar doses para garantir a segunda aplicação.

Dias depois, o discurso mudou e o então ministro ordenou que governos e municípios trabalhassem com reservas da vacina para aplicação da segunda dose.

Em março, ele voltou a autorizar que todos lotes guardados para a reaplicação fossem usados para fazer a vacinação em massa da população que ainda não tinha recebido a dose.

A ordem fez com o Brasil passasse aperto e enfrentasse a falta de vacinas para o reforço da proteção. Oito capitais tiveram que interromper a campanha viveram sob a hipótese de perder o prazo de aplicação da segunda dose porque não havia mais vacina em estoque no país.

Para especialistas, Pazuello foi irresponsável ao apostar tudo sem saber se teria produção futura suficiente para garantir a continuidade da aplicação em todo o país.

Apesar de admitir o erro do colega, Queiroga suavizou a situação dizendo que a distribuição de vacinas “depende da disponibilização dos imunizantes pelos laboratórios” e que “Logo que houver entrega da CoronaVac, tudo será solucionado”.

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