Ministério da Saúde fecha acordo para comprar vacina da Moderna

A pasta e o laboratório conversaram na manhã desta sexta-feira (5/3), para aquisição de doses da vacina. Contrato ainda não foi assinado

O Ministério da Saúde fechou, na manhã desta sexta-feira (5/3), um acordo com representantes da farmacêutica Moderna, para aquisição de doses da vacina contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Segundo os assessores do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, o contrato ainda não foi fechado, mas, ao longo da próxima semana, estão previstas reuniões entre as áreas jurídicas da Moderna e da pasta federal, para fechar os detalhes do contrato e repassar as cláusulas técnicas.

O secretário executivo do ministério, Élcio Franco, reuniu-se com integra

Ficou acertado que o Brasil receberia, até o fim de julho, 1 milhão de doses da vacina da Moderna – mesma quantidade que chegaria em mais dois lotes, nos prazos estipulados em 31 de agosto e 30 de setembro. Também há previsão de que, entre outubro e dezembro, sejam enviadas 10 milhões de doses da fórmula ao país, em diferentes remessas.

“A confirmação dessas informações, agora, entre outros dados, nos ajudam a ter segurança para acelerarmos a assinatura do contrato que queremos para agilizar e fortalecer a nossa ação de imunização de todos os brasileiros contra a Covid-19”, comentou o secretário executivo, em nota.

Élcio Franco explicou que, agora, “entra-se praticamente na fase final das negociações”, que consistirá na preparação da minuta de contrato pelo ministério e no ajuste de detalhes administrativos que envolvem o trâmite.

“De nossa parte, vamos ser rápidos, como sempre, porque nossa meta é salvar vidas. E vamos iniciar as aplicações de mais essa vacina, tão logo cheguem e tenham aprovação da Anvisa, aval que também condiciona o pagamento que será realizado após a chegada de cada remessa”, afirmou.

De acordo com o cronograma de vacinação apresentado ao Congresso Nacional, o governo pretende adquirir 50 milhões de doses da Moderna até 2022 – dessas, 13 milhões de unidades chegariam ao país até dezembro deste ano.

Ainda segundo o cronograma, o primeiro milhão de doses poderá chegar ao Brasil até o fim de julho. Outros 2 milhões serão divididos entre agosto e setembro, e os 10 milhões restantes previstos para 2021 aterrissam no país até dezembro.

Aprovação
Apesar da negociação, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda não liberou o uso do imunobiológico no Brasil.

A vacina da Moderna é aplicada em duas doses, com um mês de intervalo. Pesquisas, porém, já demonstraram que apenas uma dose é suficiente para induzir a produção de anticorpos.

Eficácia
A vacina da Moderna apresentou 94,1% de eficácia no combate à Covid-19 durante os testes clínicos de fase 3 — os mais avançados.

Os resultados foram reconhecidos pela agência Food and Drug Administration (FDA, na sigla em inglês), que autorizou o uso do imunizante nos Estados Unidos em dezembro. Em janeiro ela foi aprovada também pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA).

No fim de janeiro, a farmacêutica informou que novos testes clínicos demonstraram a eficácia da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela empresa contra as novas variantes do coronavírus encontradas no Reino Unido e na África do Sul.

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