Câmara dos Deputados segue sem acordo por comissões permanentes

De acordo com Arthur Lira, o único acordo fechado por ele na campanha à presidência da Casa é o que destina a CCJ para o PSL

A Câmara dos Deputados adiou para a semana que vem a instalação das comissões permanentes da Casa. Uma reunião de líderes nesta quinta-feira, 4, terminou sem acordo sobre a distribuição do comando de cada colegiado. A previsão é que na próxima terça-feira, 9, seja decidido que partido vai ficar com cada comissão. Até lá, cada líder deve decidir qual colegiado vai pleitear. Deputados acreditam que, apesar da pauta cheia de votações da próxima semana, vai ser possível reativar as comissões até quinta-feira, 11. O presidente da Câmara, Arthur Lira, não vê maiores obstáculos no processo.

Apesar de ter gerado resistência em um primeiro momento, a provável indicação da deputada Bia Kicis (PSL) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) está mais pacificada. Defensora fiel do presidente Jair Bolsonaro, a parlamentar tem tido conversas com Arthur Lira e representantes de outras legendas para acalmar os ânimos. Para o líder do DEM, deputado Efraim Filho, isso não é mais um problema.

“A CCJ não foi ponto de polêmica, me parece que é regimental. A orientação do PSL acabará sendo seguida pelos demais partidos.” Arthur Lira disse que o único acordo fechado por ele na campanha à presidência da Casa é o que destina a CCJ para o PSL. Segundo ele, todas as outras comissões vão ser distribuídas de forma proporcional, de acordo com o tamanho das bancadas e com o número de pedidas a que cada bloco partidário vai ter direito.

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