‘Não acho que vou ser demitido nos próximos meses’, diz Guedes

Ministro também afirmou que Brasil deve entrar na OCDE em até um ano, e que PIB deve cair ‘no máximo’ 4,5% em 2020

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na manhã desta terça-feira, 20, que não acredita que será demitido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) “nós próximos meses”. A declaração foi dada durante conferência promovida pelo Milken Institute, quando questionado sobre quais as suas previsões para o país no futuro. “O que eu posso dizer, não acho que vou ser demitido nos próximos meses, e agora é tempo de vir [investir] no Brasil”. O chefe da equipe econômica também afirmou que o Brasil deve entrar para a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) — também chamado como o “clube dos países ricos” — em um ano, e que o país já cumpriu a maior parte dos requerimentos necessários. “Já preenchemos dois terços dos requerimentos, em um ano deveremos estar na OCDE”, disse o ministro.

Guedes voltou a afirmar que a economia do Brasil irá cair em 2020 menos do que o esperado pelas análises internacionais. Para 2020, o ministro disse que o Produto Interno Bruto (PIB) recue “provavelmente 4%, quatro e alguma coisa, no máximo”. Ontem, o ministro já havia declarado que prevê queda 4% na atividade econômica neste ano, enquanto a previsão do presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, é de 4,5%. O ministro também defendeu o presidente Bolsonaro ao afirmar que não há casos de corrupção no país. “Estamos há um ano e meio sem corrupção, é como um século, nunca aconteceu antes. Quando chegamos aqui, havia muita suspeição, e os que perderam as eleições disseram coisas sobre nós, sobre riscos à democracia. Em nenhum momento houve risco à democracia”, afirmou.

Questionado sobre a agenda de reformas, Guedes afirmou que o Brasil não irá aumentar impostos, mas mudar a forma que eles são cobrados ao baixar a tributação corporativa e taxar os dividendos. “O Brasil aumentou e criou impostos nos últimos 40 anos. Não vamos fazer isso, pelo contrário, vamos reduzir”, afirmou. Segundo ele, o governo deu essas garantias aos investidores do setor privado. “Não é fácil, mas acreditamos que estamos indo na direção correta”, afirmou.

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