Mourão diz que Bolsonaro é centro-direita e critica governos PT e PSDB

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB-DF), afirmou nesta quarta-feira (29) que o governo de Jair Bolsonaro (sem partido) é de centro-direita, diferente do modo como o próprio chefe do Executivo define a gestão, como um espectro de direita. As declarações foram dadas durante entrevista ao jornal Diário de Pernambuco.

Mourão também comentou sobre a polarização política que domina o cenário eleitoral desde 1994, quando Fernando Henrique Cardoso foi eleito para o primeiro mandato pelo PSDB.

“A questão das duas grandes forças política [PT e PSDB] tiveram um bom desempenho, mas a partir do momento que buscaram se enveredar unicamente por um projeto de poder, usando de forma fraudulenta os recursos públicos, gerando uma espiral de corrupção, de incompetência e de má gestão… Tivemos esses governos de centro-esquerda por 24 anos e agora temos um governo de centro-direita”, opinou.

Para o vice-presidente, o Estado brasileiro está “extremamente obeso”, ao defender a necessidade de uma reforma tributária. “Temos uma carga tributária elevadíssima, de um terço do PIB. No momento, não podemos diminuir a carga. Essa discussão em torno do imposto sobre transações financeiras está muito ligada a uma substituição. Se você vai desonerar a folha, você tem uma forma de abrir espaço para contratações. Nós precisamos dar uma compensação”, defendeu.

Eleições para prefeito
Ao contrário de Bolsonaro, que já negou qualquer participação nas eleições para prefeitos neste ano, Mourão disse que é “um homem do partido” e vai apoiar as candidaturas do PRTB.

“Estou comprometido com o presidente do partido, Levy Fidelix, em apoiar candidaturas importantes como a do [candidato pelo PRTB] Marco Aurélio, em uma cidade importante como o Recife, e óbvio que dentro dos limites da legislação. A legislação me dá uma série de limites como vice-presidente”, afirmou.

Mourão também foi questionado se pretende se enveredar pelo legislativo ao fim do mandato. “Não digo ‘dessa água não beberei’, mas por enquanto não tem nenhuma proposta futura de pular do Executivo para o Legislativo”.

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