Diretor-geral da OMS diz que atenderá pedidos de Trump

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse nesta quarta-feira (20) ter recebido carta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com exigência de mudanças na agência em 30 dias. Ele garantiu que fará as mudanças pedidas por Trump.

“Recebemos a carta e a atenderemos”, se limitou a dizer o responsável pela OMS. No texto, que Trump anunciou ontem que seria enviado, o presidente americano ameaça cortar de maneira permanente o repasse do governo e tirar o país da organização.

Sobre as consequências da saída dos Estados Unidos da OMS, Tedros explicou que o montante repassado pelo país é considerado relativamente pequeno e que equivale ao orçamento de um hospital de médio porte, de um país desenvolvido.

O diretor-geral da agência ainda destacou que estão sendo buscadas novas fontes de financiamento e um aumento na base de doadores, para que seja reduzida a dependência dos repasses voluntários, que giram em torno de 80% da receita, além da imposição de contribuições fixas dos países-membros.

Segundo Mike Ryan, diretor-executivo da OMS para Emergências Sanitárias, os aportes dos EUA vão de “US$ 100 milhões a US$ 200 milhões”, embora Trump se refira a um valor muito maior. A quantia estava sendo dirigido, principalmente, para programas humanitários e de emergências em saúde.

Perguntado sobre a avaliação que a OMS aceitou ser submetida, durante assembleia anual realizada no início dessa semana, Tedros admitiu que a situação é absolutamente normal e já esperada durante a pandemia da Covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

“Foi feito com o ebola, com a SARS e outros grandes surtos. A OMS presta contas e exige prestação de contas. Quando o fizermos será amplo e abrangente e envolverá todos os setores para que possamos ter todas as informações, aprender com elas e tornar o futuro melhor”, disse o diretor-geral.

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