“Não quero odiá-lo”, diz Witzel sobre relação com Bolsonaro

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), fez um apelo ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), para que ele aceite recebê-lo no Palácio do Planalto. Em entrevista ao jornal O Dia, Witzel disse que não quer odiar o chefe do Executivo nacional, mas ponderou que Bolsonaro não pode se recusar a se encontrar com um governador de Estado.

“Pedi uma vez e quero que você (dirigindo-se ao secretário Cleiton, ele deu uma ordem) reitere um pedido de audiência com o presidente Bolsonaro e vou convidar inclusive os governadores dos estados endividados. O presidente precisa me receber, ele não pode deixar de receber um governador de Estado”, criticou.

Antes aliados, o atrito entre os dois começou a se intensificar em setembro do ano passado, quando Witzel manifestou o desejo de concorrer à Presidência da República. Bolsonaro, por sua vez, já declarou reiteradas vezes que quer se candidatar à reeleição.

Questionado se as trocas de farpas podem ser um problema para o Rio de Janeiro, Witzel esclareceu que, se o estado for prejudicado pelo chefe do Planalto, “tomará providências”, porque “existem leis para isso, crimes de responsabilidade e mecanismos legais”.

“Se tem alguém que não quer odiá-lo esse alguém sou eu. Sou um homem de diálogo, consenso, de respeito, sou uma pessoa preocupada com o Brasil e com o Rio e, evidentemente, que eu não vou admitir que o Rio seja prejudicado. Se na menor hipótese eu verificar que há, por parte de quem quer que seja, um ato leviano contra o Rio, especialmente pelo presidente da República, tomarei providências. Existem leis para isso, crimes de responsabilidade e mecanismos legais para se fazer isso”.

Witzel afirmou ainda que Bolsonaro não sabe o que ocorre no Rio de Janeiro. Isso porque, algumas vezes, o presidente da República inferiu que poderia haver certa manipulação do governador na polícia do estado e no Ministério Público. “Não há nada disso. Há vontade de governar em parceria”, contestou. E completou: “Quero que o governo dele dê certo”.

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