Produtos da agricultura familiar baiana são destaque na Fenagro

Na 10ª edição, a Feira Baiana de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Febafes) reúne a produção de cooperativas agropecuárias de todo o estado durante a 32ª Feira Internacional da Agropecuária (Fenagro), realizada no Parque de Exposições, em Salvador, até domingo (1º). Novidades, como a cerveja de maracujá da caatinga, produtos já conhecidos do consumidor, artesanato, vila gastronômica e espaço para shows com programação musical estão entre as opções.

“A Bahia é o estado que tem mais agricultores familiar no Brasil. São quase 700 mil famílias. A comercialização é o ponto final de toda a produção. Se a gente não escoa a produção, a gente não consegue fazer com que esse produto alcance o público. Uma feira como essa traz a possibilidade da população de Salvador conhecer esses produtos saudáveis, bem preparados e qualificados. Cada vez que um agricultor vende um produto é renda que sai de Salvador e circula no pequeno município”, explicou o diretor presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Wilson Dias.

Não falta variedade nos estandes separados por Territórios de Identidade, a exemplo de licor, geleias, café gourmet, cervejas e chopp artesanais de sabores variados como umbu, cupuaçu e maracujá. Produtos indígenas e quilombolas também têm espaço. Um dos produtos mais disputados é o sorvete de licuri de Capim Grosso, elaborado pela Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (Coopes).

Educação

No Balcão Tecnológico, estudantes do ensino profissionalizante e tecnológico realizam exposição de trabalhos. Os alunos da Fábrica-Escola de Carne do Sol de Itororó e a Fábrica-Escola do Chocolate de Gandu chamam a atenção dos visitantes da feira com apresentação das experiências feitas nas unidades da rede estadual.

“Esse ano, nós estamos representados por vários colégios e centros territoriais. Nós temos o resultado dos projetos de aprendizagem que também são articulados ao mundo do trabalho. Orientados pelos seus professores, os estudantes desenvolvem tecnologias sociais nas escolas. Temos trabalho no eixo industrial, de recursos naturais e representações das fábricas-escolas”, afirmou o superintendente da Educação Profissional e Tecnológica, Ezequiel Westphal.

A Febafes tem funcionamento integrado à Fenagro, das 8h às 22h. Os ingressos custam R$ 10. Crianças até 10 anos e idosos não pagam.

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