Jurailton Santos teme que pescadores e marisqueiras não recebam seguro-defeso

As manchas de óleo que tomam conta do litoral baiano, preocupam àqueles que vivem da pesca, e pensando nisso, o republicano Jurailton Santos, chama a atenção dos órgãos responsáveis pelo meio ambiente, para que medidas de enfretamento e prevenção sejam adotadas em caráter de urgência, a fim de frear o avanço das manchas que se espalham no litoral da Bahia.

Até o momento, já foram contabilizados oito municípios, e recolhidas toneladas de óleo em toda a faixa litorânea. As manchas de petróleo não param de sujar as areias da capital, assustando os turistas e frequentadores das praias. Natural de Vera Cruz, o deputado expressa sua preocupação, e teme que o lamaçal negro prejudique os pescadores e marisqueiras da Ilha e das cidades do litoral sul do Estado.

Jurailton comenta que está acompanhando os noticiários e visitando alguns locais onde há manchas de óleo no litoral. “É grave! Já é possível ver um desastre ambiental de grande proporção, com a morte de animais marinhos, a exemplo das tartarugas, e a contaminação dos manguezais, afetando os moluscos e crustáceos que ali habitam”, disse o deputado.

Comunidades pesqueiras
Outra grande preocupação do parlamentar é a irreparável perda econômica das pessoas que vivem da atividade pesqueira e de mariscagem, que com a contaminação dos manguezais, torna inviável a captura de caranguejos, ostras e lambretas, uma vez que o produto é altamente tóxico e prejudicial à saúde.

O parlamentar também destaca que seja esclarecida a situação do pagamento do benefício do seguro-defeso aos pescadores artesanais, prejudicados pelo vazamento de óleo, uma vez que existem muitos pescadores que não receberam a parcela-seguro do mês de abril de 2019, referente ao período do defeso do camarão.

“Existe um entrave a ser averiguado. Em conversa com os pescadores da região de Vera Cruz, há relatos que muitos estão sem as carteiras de pesca e exercendo a profissão diariamente. Ainda não houve o recadastramento desses pescadores, bem como das colônias. Foi anunciado pelo (MAPA) que iria haver uma regularização desse público, mas até o momento não aconteceu esse recadastramento. Então, como será efetuado esse pagamento? ”, questiona o deputado.

Em Valença, o cenário é preocupante. Os pescadores já identificam no mar as manchas de óleo, e contabilizam os prejuízos. Pescadores que estavam nas proximidades de Morro de São Paulo, perceberam que a linha estava suja de óleo, impedindo que a atividade tivesse seu fluxo natural. “Estamos seguramente preocupados. Nossa costa está afetada, nosso trabalho está comprometido e não sabemos o que fazer”, disse o pescador, Cássio Pereira dos Santos.

Em Vera Cruz, onde as manchas também já foram notadas, a população está temerosa, prevendo prejuízos e uma baixa no turismo. A baiana de acarajé, Gineide da Conceição, explica que está apreensiva, uma vez que sua renda depende exclusivamente do movimento de veranistas que frequentam as praias nesse período. “É assustador! Nós que dependemos do fluxo das praias para nossa atividade, estamos com medo dessas manchas que começaram afetar as nossas areias, que é rota do turismo nessa época”, comenta.

Nas areias onde são vistas as manchas de óleo, o cheiro forte incomoda banhistas e atrapalha a venda dos produtos que são comercializados nas praias, provocando um prejuízo financeiro sem dimensão. As marisqueiras e pescadores já encostaram seus apetrechos de pesca, e aguardam a limpeza por completo das placas de óleo que poluem toda a praia, para retornarem às suas atividades.

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