Teste da orelhinha é implantado na rede municipal de saúde em Lauro de Freitas

Cinco a dez minutos é o tempo para realizar o teste da orelhinha, novo exame implantado na Rede Municipal de Saúde de Lauro de Freitas, que identifica se o recém-nascido tem problemas de audição. O serviço ofertado nas terças e quartas-feiras, na Clínica Escola da Faculdade Unime, atende a crianças de zero a seis meses via agendamento na Regulação de Saúde.

Desde a implantação do Serviço de Saúde Auditiva, a menos de um mês, cerca de 150 exames de triagem auditiva neonatal já foram ofertados na rede municipal. Além do teste da orelhinha, o sistema de saúde municipal também disponibiliza outros exames indispensáveis ao recém-nascido, como o teste do pezinho, olhinho e linguinha.

Mais serviços

Conforme o coordenador da Central de Regulação, Alan Reis, além dos exames de audiometria (tonal e vocal) e imitanciometria, que já são ofertados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesa) na Clínica Escola da Unime, o serviço de atenção à saúde auditiva será ampliado com a implantação do exame Bera, também conhecido como Peate – Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico.

“A Prefeitura Municipal investiu cerca de 140 mil em equipamentos voltados a saúde auditiva. Antes os munícipes precisavam recorrer a capital para realizar o teste da orelhinha. Agora, este e outros exames, assim como a colocação do aparelho, são disponibilizados em nossa rede”, destacou Alan. O Serviço de Saúde Auditiva é composto por profissionais especializados em fonoaudiologia, otorrinolaringologia, psicologia e assistência social.

Teste da Orelhinha

Para que o exame possa ser realizado, mães e pais passam por atividade educativa sobre a técnica utilizada e como devem acompanhar o desenvolvimento da linguagem dos pequenos. “A fono recomenda que o bebê esteja dormindo ou sendo amamentado na hora do teste”, explica Miqueias Fróes e Aline Machado, responsáveis de Miguel Fróes, primeiro filho da família moradora de Itinga. A orientação na sala de espera é realizada por fonoaudiólogos e estudantes da área.

De acordo Lea Mara Melo, coordenadora do Serviço de Saúde Auditiva, o exame é indolor, rápido e seguro. “Coloca-se um aparelho de emissões otoacústicas evocadas na orelhinha do bebê. Este procedimento emite estímulos sonoros leves e recolhe as respostas das células auditivas para que o fonoaudiólogo identifique o passe ou falha” disse. Em casos de falhas é marcado o reteste da orelhinha entre 15 dias a um mês.

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