Flávio Bolsonaro muda estratégia de comunicação sobre conta bancária

O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) tem sido aconselhado a não dar mais detalhes sobre a sua movimentação bancária. Em conversas reservadas, o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi advertido de que já está diplomado como senador e, portanto, qualquer contradição poderá levá-lo ao Conselho de Ética. Mentir é um dos motivos de cassações de mandatos. As informações foram publicadas nesta terça-feira (22/1) na Coluna do Estadão.

Flávio foi lembrado de que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) se complicou ao mostrar recibos para justificar pagamentos no caso Mônica Veloso. Renan renunciou à presidência do Senado e levou 11 anos até ser absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Um amigo da família Bolsonaro conta que Flávio é considerado o mais ponderado dos filhos. O problema, diz, é o entorno dele. A estratégia da comunicação será mostrar que seguir os mais radicais pode ser um tiro no pé.

Parem as máquinas
A defesa de Fabrício Queiroz analisa ingressar na Justiça para impedir a imprensa de divulgar novos relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) com a movimentação financeira dele. Argumentará que o documento é sigiloso. Queiroz movimentou em 3 anos R$ 7 milhões.

Outra estratégia dos defensores do ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) é periciar todas as transações suspeitas apontadas pelo Coaf. Em casos de outros clientes, os advogados já encontraram erros na papelada.

De acordo com a resolução 1336/14 do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, todas as transações no valor de R$ 100 mil ou mais em dinheiro vivo devem ser comunicadas ao Coaf. O ex-atleta Fábio Guerra diz ter pago a Flávio Bolsonaro R$ 96 mil.

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