Polícia Federal vê indícios de prática de crimes por Temer

Brasília(DF), 19/05/2017 - DF - O presidente da República, Michel Temer (PMDB), faz pronunciamento no Palácio do Planalto, em Brasília, na tarde desta quinta-feira, 18, após as acusações de que ele teria dado aval para compra do silêncio do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB- RJ), conforme acusou o executivo da JBS, Joesley Batista, em sua delação premiada. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), abriu um inquérito contra Temer a pedido da Procuradoria-Geral da República, em um desdobramento dos conteúdos apresentados pelos empresários Joesley e Wesley Batista em acordo de colaboração premiada homologado pelo ministro, por tentativa de obstrução das investigações na Operação Lava Jato. Foto: Rafaela Felicciano/Metrópoles

A Polícia Federal encontrou indícios de que o presidente Michel Temer e os ministros Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e Eliseu Padilha (Casa Civil) cometeram crimes de corrupção. A informação foi publicada na coluna de Andreza Matais e Fábio Fabrini, do Estadão.

A conclusão estaria no relatório final do inquérito que investigou o chamado “quadrilhão” do PMDB na Câmara dos Deputados. Também haveria indícios de envolvimento do ex-ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e dos ex-deputados Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha. As investigações apontaram ainda que os integrantes da cúpula do partido participavam de uma organização criminosa, que mantinha uma estrutura com o objetivo de obter, direta e indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública.

Ainda de acordo com os colunistas, as investigações indicam crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, evasão de divisas, entre outros delitos com penas superiores a quatro anos. O relatório sobre o caso foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (11/9).

Na Papuda
Geddel Vieira Lima está no Complexo Penitenciário da Papuda desde a noite de sexta-feira (8). Ele foi preso preventivamente horas antes, em Salvador, onde cumpria prisão domiciliar por suspeita de lavagem de dinheiro e organização criminosa. No dia 5 de setembro, a Polícia Federal encontrou mais de R$ 51 milhões, atribuídos a Geddel, em um apartamento na capital baiana. O proprietário do imóvel, Sílvio Silveira, confirmou em depoimento ter emprestado o imóvel ao ex-ministro, que teria pedido para guardar pertences do pai, que morreu no ano passado.

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