Loures pede para não ter cabelo raspado. Decisão depende de Fachin

O penteado do ex-assessor especial do presidente Michel Temer (PMDB) e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) está nas mãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. Relator da Operação Lava Jato na Corte, ele vai decidir se acolhe pedido do ex-parlamentar, que não quer ter a cabeça raspada na Papuda, complexo penitenciário para onde deverá ser transferido nesta quarta-feira (7/6).

Loures alegou que não quer passar pela experiência do empresário Eike Batista, preso em janeiro na Operação Eficiência — desdobramento da Lava Jato — por suposta propina de US$ 16,5 milhões para o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ) — que está detido. Em Bangu (RJ), onde ficou encarcerado, Eike teve a cabeça raspada.

“Aproveita-se a oportunidade para requerer a Vossa Excelência que determine, com urgência, que lhe seja assegurado o máximo respeito aos seus direitos e garantias fundamentais, especialmente que não seja imposto tratamento desumano e cruel, respeitando e assegurando a sua integridade física, especialmente que não se lhe raspe o cabelo como fizeram no Rio de Janeiro com Eike Batista”, requereu o advogado Cezar Bittencourt, que defende Rocha Loures, o “homem da mala” — como ficou conhecido.

Prisão
Loures foi preso no sábado (3/6), pela Polícia Federal, por ordem de Fachin. Ele foi flagrado, na noite de 28 de abril, em uma rua de São Paulo carregando uma mala com supostas propinas da JBS — 10 mil notas de R$ 50, perfazendo R$ 500 mil em espécie.

O ex-assessor e o presidente Temer são alvo de um inquérito da Polícia Federal por suspeita de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução da Justiça. Preso na sede da Superintendência Regional da PF em Brasília, Loures deverá ser interrogado nesta quarta. Depois, segue para a Papuda.

Em petição a Fachin, a defesa do “homem da mala”, pede que o corte dos seus cabelos seja preservado. O ministro encaminhou o pedido da defesa para apreciação e manifestação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

 

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