Zé Neto atua como bombeiro, e tenta reverter insatisfação da base do governo

A ausência de votação de projetos do interesse da administração estadual na Assembleia Legislativa há mais de um mês reflete a insatisfação da base do governo do estado na Casa. Nos corredores e até no cafezinho do legislativo, os deputados vivem a reclamar da articulação do governo. O alvo central das reclamações é o secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes, que, segundo as queixas, não atende telefonemas dos deputados ou costuma dar chá de cadeira quando os mesmo têm audiências na secretaria.

Para pôr mais pimenta nesse molho, a não liberação das chamadas emendas impositiva, a que tem direito os deputados, reforça a crise na base, que respinga seriamente no governador Rui Costa. O líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Zé Neto(PT), trabalha para apagar o foco do incêndio, mas, ao que se percebe pelos relatos de bastidores, sem muito sucesso. “Não tenho a caneta na mão, e por outro lado temos que compreender o esforço do governador em meio à crise que o Brasil vive“, ressalta Neto.  “Os deputados”, adverte outra fonte do Classe Política, “tem sido bastante compreensivos. Acontece que não tem como se fazer políticas sem políticas públicas que atendam as bases eleitorais dos deputados. O governo falha nisso, e não pode reclamar de traições futuras”, alerta.

O deputado Zé Neto, ante esse quadro, faz da tripla coração para acalmar os colegas, mas, na opinião de observadores da cena política, o parlamentar feirense não conseguirá fazer milagre sem que haja uma mudança de postura do executivo na relação com os deputados. Isso, aliás, sempre foi pontuado pelo antigo presidente da Casa, Marcelo Nilo, e pelo atual, Ângelo Coronel(PSD), que, por sinal, faz um belo trabalho na presidência do parlamento, conseguindo o feito de agradar, além do próprio governo, deputados da situação e da oposição, ou seja, gregos e troianos.

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