Congresso já possui assinaturas suficientes para CPI da JBS

Deputados e senadores reuniram assinaturas suficientes para uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre irregularidades envolvendo o grupo JBS, incluindo as operações financeiras com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No total, 174 deputados e 30 senadores assinaram o pedido.

Para uma CPMI ser criada, é necessário o apoio de 171 deputados e 27 senadores. O requerimento deve agora ser lido em sessão do Congresso Nacional. Uma reunião está prevista para, hoje às 19h30, para analisar 17 vetos presidenciais. Até lá, o número de assinaturas pode ser alterado, já que os parlamentares podem retirar ou incluir seus nomes.

Depois que o requerimento for lido no Plenário, o presidente do Senado e do Congresso, Eunício Oliveira (foto principal), enviará ofício aos líderes partidários pedindo a indicação de nomes para compor a CPI. Não há prazo para ela começar a funcionar.

“Queremos investigar contratos do BNDES e empréstimos realizados. Além disso, vamos investigar a colaboração premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, pois entendemos que a multa aplicada pela Procuradoria-Geral da República e pelo Judiciário foi baixa”, afirma o deputado Alexandre Baldy (Pode-GO), um dos autores do requerimento. “Hoje [a multa] está em 2% do valor das ações que esses dois acionistas detêm na JBS”, compara.

Os irmãos Batista fizeram um acordo com a Procuradoria-Geral da República, homologado pelo ministro Edson Fachin, responsável no Supremo Tribunal Federal pela Operação Lava Jato. Com base na delação, Fachin autorizou a abertura de inquérito contra o presidente da República, Michel Temer. As suspeitas são de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução à Justiça.

 

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