Temer admite que será necessária nova reforma da Previdência em 10 ou 15 anos

22/03/2017 Credito Beto Barata/PR; Brasilia- DF; O presidente Michel Temer e a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmen Lucia, durante a cerimonia de posse do jurista Alexandre de Moraes no cargo de ministro do STF, no plenario da Corte, em Brasilia, nesta quarta-feira, 22. Moraes assume a vaga de Teori Zavascki, morto em acidente aereo em 19 de janeiro.

O presidente Michel Temer (PMDB) admitiu que, devido às mudanças no projeto de revisão da Previdência enviado ao Congresso, talvez seja necessário fazer uma nova reforma em 10 ou 15 anos. O projeto como concebido pelo governo era para durar de 30 a 40 anos, mas pode ser necessária uma nova reformulação em período menor.

Mas o presidente reafirmou que a reforma da Previdência será aprovada e que as adaptações são necessárias e são fruto da negociação com o Congresso. Ele ainda reforçou que as mudanças no projeto original não significam recuo.

Temer reconheceu, na entrevista, que o País vive um momento difícil por causa do conteúdo das delações da Odebrecht e aos inquéritos autorizados pelo STF, mas afirmou que seu governo está mobilizado para dar resposta positiva para o País. “Lava Jato faz seu trabalho, mas, na cabeça de alguns, pode indicar paralisia do País. Mas todo o governo está mobilizado.”, afirmou, em entrevista à Rádio Jovem Pan na manhã desta segunda-feira.

Diante de perguntas sobre as dificuldades enfrentadas também no âmbito econômico, o peemedebista disse que assumiu o País depois de um “episódio traumático”, o impeachment, e durante uma forte recessão.

O presidente então enumerou conquistas econômicas alcançadas em quase um ano de governo, como a aprovação da PEC do Teto, e voltou a citar a queda da inflação. “Brasil tinha 10% inflação e até o final do ano estará abaixo do centro da meta.” Ele ainda garantiu que a reforma trabalhista será aprovada, principalmente porque foi resultado do diálogo entre trabalhadores e funcionários.

O presidente ainda rebateu a ideia de uma nova constituinte devido ao escândalo de corrupção, já que, segundo ele, as instituições estão funcionando normalmente. Ele, no entanto, defendeu uma reforma política. “O que vale é uma reforma política, que sairá invariavelmente e é fundamental para o País”, disse.

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