‘Guardei e nunca usei’, diz Jaques Wagner sobre relógio que ganhou da Odebrecht

Brazilian Chief Minister of President Dilma Rousseff's Personal Cabinet, Jaques Wagner, speaks during a press conference at Planalto Palace in Brasilia on March 29, 2016. Brazilian President Dilma Rousseff's ruling coalition collapsed Tuesday when her main partner, the PMDB, went into opposition, leaving the embattled president increasingly helpless in her fight against impeachment. AFP PHOTO/EVARISTO SA

O ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner (PT-BA) confirmou que ganhou um relógio de presente de aniversário da Odebrecht quando era governador da Bahia, mas disse que nunca usou a peça. “Eu uso outro tipo de relógio”, justificou em entrevista à Rádio Metrópole, de Salvador, nesta segunda-feira, 12.

O objeto foi citado na delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht. Para Wagner, lembrar-se do presente de US$ 20 mil foi uma “cretinice” do empresário. “O presente do meu aniversário não tem nada a ver com política, e eu não vou ficar perguntando ao cara quanto custou (o presente)”, disse.

Wagner negou ter agido em favor da Odebrecht, porque “não era bem visto” pela empresa. Segundo o petista, Emílio e Marcelo Odebrecht pediram que ele desistisse da candidatura ao governo da Bahia em 2006. O executivo Melo Filho, no entanto, alega que “Polo”, codinome de Wagner, beneficiou a empreiteira com o objetivo de receber doações para campanhas do PT no Estado.

“A Braskem (empresa do grupo Odebrecht) se beneficiou do meu programa de redução de ICMS na Bahia, mas eu estava pensando nos interesses do Estado, no Polo de Camaçari. Se por conta disso, depois, eles resolveram dar uma ajuda na campanha, isso é problema deles”, finalizou Wagner.

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