Temer diz que governo não joga denúncias da Petrobras para “debaixo do tapete”

O vice-presidente da República, Michel Temer, disse hoje (17)
que as denúncias sobre corrupção na Petrobras não deverão ter influência
nas eleições, porque o governo não está ?pondo panos quentes? no
assunto ou  ?jogando para debaixo do tapete?. Temer disse que a própria
Polícia Federal, vinculado ao Ministério da Justiça, é responsável pelas
investigações.

Segundo ele, é a comprovação de que o
governo não quer impedir qualquer investigação. ? O que se quer é
justamente apurar. Não terá, penso eu, nenhuma repercussão eleitoral.
Teria se o governo estivesse pondo panos quentes ou jogando para debaixo
do tapete. Mas isso não está sendo feito?, afirmou.

Temer disse
acreditar que as denúncias não prejudicarão o trabalho da Petrobras. ?A
Petrobras é uma empresa com potencialidades extraordinárias. A Petrobras
de hoje não é a de 30 anos atrás. Hoje, estive reunido com o pessoal do
IBP [Instituto Brasileiro do Petróleo, que reúne as empresas do setor
petrolífero] e verifiquei a crença que eles têm [na empresa]. É claro
que são precisos alguns ajustes. Não tenho dúvidas de que a Petrobras é
um símbolo nacional?.

O vice-presidente visitou  a Feira da
Indústria do Petróleo Rio Oil & Gas, no Riocentro, na zona oeste da
cidade do Rio de Janeiro. Acompanhado da diretora-geral da Agência
Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard, Temer visitou alguns
estandes, entre eles o da Petrobras.

Temer também comentou a pesquisa de intenção de voto do Ibope, encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo. Os
números mostram que a candidata ? reeleição Dilma Rousseff (PT) perdeu
três pontos, ficando com 39%, enquanto Marina Silva (PSB) perdeu apenas
um ponto, chegando a 30%. Aécio Neves (PSDB) ganhou quatro pontos,
alcançando 19%.

Em um possível segundo turno, Marina teria 43% e
Dilma, 40%. ?Lá atrás, ela [Dilma] estava numa situação muito mais
delicada. A Marina estava com dez pontos ? frente. Então, essa variação é
razoável. Vamos trabalhar nessas duas, três semanas, com muita
tranquilidade?, disse Temer.

Compartilhe