Barbosa classifica de ‘baixaria’ insultos contra Dilma na Copa

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Joaquim Barbosa, comentou nesta segunda-feira (16) os xingamentos contra a presidente Dilma Rousseff no primeiro jogo da Seleção na Copa do Mundo, em São Paulo, na última quinta (12). Na ocasião, torcedores que acompanhavam o jogo entre Brasil e Croácia, na Arena Corinthians, xingaram a petista antes e durante a partida. A Fifa também foi hostilizada.

Nesta segunda, ao chegar para sua última sessão no CNJ ? Barbosa anunciou que irá se aposentar até o fim deste mês ?, o magistrado disse estar “adorando” o Mundial da Fifa e comentou que, até o momento, só conseguiu assistir ao jogo de abertura. Barbosa ressaltou que gostou do desempenho da equipe treinada pelo técnico Luiz Felipe Scolari, mas criticou os xingamentos ? presidente da República. “Baixaria. Foi um horror”, enfatizou.

Na semana passada, um dia após ser alvo de ofensas no estádio paulista, a própria Dilma comentou o episódio. Na primeira vez que falou sobre o assunto, durante uma cerimônia pública no Distrito Federal, ela afirmou que não se deixaria “abater”. No mesmo dia, em meio a um evento do PT, ela disse que “perdoa” os torcedores que a hostilizaram para não guardar o “veneno do ódio no coração”.

Mensalão do PT
No dia de sua despedida do CNJ, Joaquim Barbosa não quis comentar questões relacionadas ao processo do mensalão do PT. Indagado sobre se submeteria ao plenário do STF os recursos do ex-presidente do PT José Genoino, que pede para voltar ? prisão domiciliar, e dos condenados que tentam obter trabalho externo, ele apenas disse: “Hoje vocês terão notícias sobre isso.”

Na última quinta, o advogado Luiz Fernando Pacheco, que comanda a defesa de Genoino, foi retirado do plenário do Supremo, por ordem de Barbosa, após subir ? tribuna para reivindicar a análise do requerimento que solicita que seu cliente volte a cumprir a pena do mensalão em casa. Após o tumulto, um segurança da Suprema Corte disse que o defensor do ex-presidente do PT estava “visivelmente embriagado”.

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